Gonçalo Castelo-Branco, investigador no Departamento de Bioquímica Médica e Biofísica do Instituto Karolinska, venceu o prémio Eric K. Fernström, um reconhecimento entregue a investigadores jovens e promissores na área da medicina na Suécia.

Na página do Instituto Karolinska, uma das maiores faculdades de medicina da Europa e sediada em Estocolmo, a universidade explica que Gonçalo Castelo-Branco se destacou graças à investigação no campo da esclerose múltipla e dos oligodendrócitos — as células que dão origem à bainha de mielina que envolve os axónios.

Foi nesta área que o português natural de Cantanhede “fez excelentes contribuições”: “A dinâmica da diferenciação e maturação de oligodendrócitos foi revelada e foram identificados mecanismos moleculares que regulam os estados epigenéticos das células da linhagem de oligodendrócitos e, principalmente, as células precursoras de oligodendrócitos, que medeiam a remielinização em doenças como a esclerose múltipla”.

Licenciado em Bioquímica pela Universidade de Coimbra, Gonçalo Castelo-Branco vai agora receber um prémio de 90 mil coroas suecas, o equivalente a cerca de 8,4 mil euros. A cerimónia de entrega do prémio, que engloba também um diploma, será entregue a 11 de novembro no Instituto Karolinska.

O prémio Eric K. Fernström é um galardão entregue pela fundação homónima, crida em 1978 para “promover a investigação científica e médica”. Todos os anos a Fundação Fernström entrega prémios monetários a cientistas com menos de 45 anos “que fizeram contribuições extraordinárias nas ciências médicas”.

Numa estratégia para atrair a juventude para a ciência, o prémio é entregue a seis investigadores escolhidos por cada uma das faculdades médicas da Suécia.