O governo espanhol vai retomar a partir de 1 de junho o processo de libertação da frequência 700 Mhz, necessária para o arranque do 5G, mais de dois meses depois de ter sido interrompido devido à pandemia de Covid-19.

A secretaria de Estado das Telecomunicações Infraestruturas Digital anunciou que, devido à evolução favorável da situação, é retomado o procedimento é retomado ao ritmo da situação sanitária, informaram fontes governamentais citadas pela Efe.

O governo espanhol anunciou em 30 de março que tinha comunicado à Comissão Europeia que, devido à pandemia, adiava a data final para o segundo dividendo digital (libertação da frequência de 700 Mhz para o desenvolvimento das redes de quinta geração móvel 5G), que estava prevista para antes de 30 de junho para toda a União Europeia (UE).

A interrupção da migração da faixa da TDT afetou as datas do leilão para aquela frequência, que Madrid espera agora que se realize no outono, tal como anunciou recentemente a ministra dos Assuntos Económicos e da Transformação Digital, Nadia Calviño.

A partir de 1 de junho, os municípios que estejam pelo menos na fase II do processo de migração poderão avançar com a libertação da faixa.

Os profissionais responsáveis pelo processo deverão adotar medidas de prevenção para a Covid-19.

O ministério já tinha decidido manter as emissões de TDT em simulcast, ou seja, em emissão simultânea através das frequências novas e antigas.

Em Portugal, ainda não há data para a retoma do processo, mas a Altice Portugal, que gere a TDT, acredita que tal poderá acontecer em julho.

De acordo com a Altice, quando o processo foi suspenso faltavam aproximadamente 4,5 meses para o processo de migração da faixa 700 Mhz estar concluído.

A Altice vai formalizar em breve a recalendarização, mas aguarda ainda informação para fazê-lo: “Não podemos dar ainda uma data de retoma para a atividade de migração”, tal “pretende-se com entidades externas, fornecedores tecnológicos externos que carecem também eles de viagens para poderem vir a Portugal colaborar”, explicou o presidente executivo, numa conferência à distância com jornalistas, na semana passada.

Estas entidades veem essencialmente da Alemanha e norte de Itália, regiões afetadas pela pandemia de Covid-19.

“Ainda aguardamos confirmação até por questões do espaço aéreo e fronteiras”, mas “contamos na próxima semana termos essas respostas e podermos formalizar junto do Governo a recalendarização, mas teremos de colocar 4,5 meses em cima da data de reativação do cronograma”, salientou, em 21 de maio, Alexandre Fonseca.

“Acredito que a partir da segunda metade de julho poderá eventualmente ser possível, mas isso carece de confirmação, e, se for assim, estaremos a falar de final de novembro, dezembro para termos as frequências completamente migradas”, concluiu o presidente executivo da dona da Meo.