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87 dias, quase três meses, uma paragem sem precedentes e o total estabelecimento de prioridades. De março até agora, pouco se falou de futebol sem a associação às palavras reinício, recomeço, regresso ou retoma. Falou-se de dinheiro, de transferências, de reduções salariais, de novos calendários e de medidas de segurança. Do receio de uns, da confiança de outros, da saudade de todos. Falou-se de memórias e do passado, de esperanças e do futuro. Da forma física, da ausência da forma física, dos problemas da ausência da forma física. Mas pouco se falou de bola — essa expressão tão utilizada por nós, portugueses, para falar da coisa mais importante das menos importantes da vida.

Pouco se falou do relvado, dos sprints e das fintas, dos golos e das defesas. Das bolas no poste, das bolas na trave, das bolas na rede e do som da bola a bater na chuteira. Esse som da bola a bater na chuteira que é agora parte do pouco que se ouve num estádio de futebol. Esta quarta-feira, em Portugal e três semanas depois da Alemanha, os relvados, os sprints, as fintas, os golos, as defesas e as bolas estavam de regresso. E passou a ser possível escrever, falar e comentar bola — não futebol, mas bola.

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