Um hábito tão simples e enraizado como sair de casa para trabalhar, para uma boa parte da população mundial, deu lugar a uma espécie de vácuo na rotina. O novo coronavírus obrigou-nos a reformatar os dias e agora que um novo cenário — a que podemos chamar pós-pandemia — começa a desenhar-se, vale a pena perguntar: será que vai tudo voltar a ser como era antes?

Antes da resposta, ou melhor, das três respostas possíveis — sim, não e mais ou menos — temos as impressões de Ana Levy, uma advogada de 52 anos que durante cerca de um ano e meio preparou a abertura do seu projeto de vida, um espaço de cowork, em Lisboa. O The Hare and the Tortoise abriu em meados de fevereiro, um bingo irónico se pensarmos que, um mês depois, teve de fechar as portas.

“É importante termos uma comunidade, sobretudo quando trabalhamos sozinhos”, introduz Ana, otimista quanto à recuperação do negócio, mesmo depois do rombo financeiro. Aliás, otimista é pouco. Apesar de ser suspeita, acredita na oportunidade que a tal mudança de hábitos pode trazer para estes espaços. “Num primeiro momento, fez todo o sentido pôr as pessoas a trabalhar em casa, mas agora as organizações perceberam que o método é produtivo e rentável, uma ideia que não tinham de todo. Acho que, feito de uma forma séria, o trabalho remoto vai ser muito importante daqui para a frente”, acrescenta em conversa com o Observador.

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