Rihanna e o CEO do Twitter, Jack Dorsey, doaram 15 milhões de dólares (13,7 milhões de euros) para serviços em prol da saúde mental através da organização sem fins lucrativos que a cantora criou em 2012, The Clara Lionel Foundation. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 18 de junho, e prevê a distribuição do dinheiro por várias organizações dedicadas à saúde mental, à insegurança alimentar, à perda de rendimentos e aos indivíduos excluídos de programas de estímulos federais em Newark e em Chicago.

“As injustiças raciais cometidas por sistemas criados para manter as pessoas em segurança estão a exacerbar o impacto na saúde mental na sequência do novo coronavírus em indivíduos e em famílias nos Estados Unidos. Mesmo que a maioria dos estados tenha começado a levantar as restrições nos últimos dias, milhões de americanos continuam a enfrentar desafios assustadores no que diz respeito à sua saúde, bem-estar mental e económico ”, lê-se no comunicado divulgado pela fundação de Rihanna.

Na mesma página é anunciada a distribuição dos fundos pelos respetivos serviços, incluindo o Trevor Project em Newark ou o Greater Chicago Food Depository.

Rihanna e Jack Dorsey têm estado na linha da frente no que às doações diz respeito, isto porque um dia antes de doarem 13,7 milhões de euros em prol da saúde mental, cederam outros 9,8 milhões de euros a grupos que combatem ativamente o racismo, e também a reforma policial.

De referir que em meados de maio, Rihanna entrava pela primeira vez para a lista das personalidades mais ricas em 2020 elaborada pelo britânico The Sunday Times, com uma fortuna avaliada em quase 520 milhões de euros. Para isso terá contribuído o bem sucedido lançamento da marca de cosméticos Fenty Beauty.

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Jennifer Lawrence adere ao Twitter para falar sobre racismo e corrupção

O tema do racismo, que é tópico quente após a morte do afro-americano George Floyd às mãos da polícia, no passado dia 25 de maio, continua a ser discutido entre as celebridades que apoiam o movimento Black Lives Matter. Exemplo disso é o facto de a atriz Jennifer Lawrence, já vencedora de um Óscar de Melhor Atriz pela sua performance em “Guia para um Final Feliz”, ter-se juntado oficialmente (e finalmente) ao Twitter.

Na conta recentemente criada, a atriz de 29 anos publicou dois tweets que visam uma dupla luta: contra o racismo e contra a corrupção. Na primeira publicação a atriz escreve que “quase 1 em cada 4 negros nos EUA” vão acabar atrás das grades num determinado momento da vida — a afirmação serve para apresentar um pequeno vídeo onde é explicado como “a corrupção quebrou o nosso sistema de justiça criminal” e o que pode ser feito para “consertá-lo”.

Já no segundo tweet é feita uma referência a Breonna Taylor, morta a tiros pela polícia a 13 de março de 2020 em Louisville. “Nos três meses que se passaram desde o seu assassinato, a família de Breonna Taylor, o povo de Louisville, norte-americanos de todo o país e muitas pessoas de todo o mundo pediram justiça. E, no entanto, esses pedidos ficaram sem resposta. […] como cidadã, como ser humano, não posso ficar em silêncio”, escreveu Lawrence no Twitter, uma mensagem sucedida pela hashtag #sayhername, que simboliza um movimento que pretende recordar as mulheres negras que morreram vítimas de violência policial.

Com apenas dois tweets, Jennifer Lawrence já acumulou quase 24 mil seguidores.