O campeonato do mundo de ralis, ou WRC, tem provas disputadas ao segundo, com pilotos de diferentes marcas a baterem-se pela vitória durante dias. Os carros utilizados são pequenos mas espectaculares, extremamente eficientes e relativamente fáceis de conduzir, mesmo para lá dos limites. Isto apesar de possuírem cerca de 380 cv.

Talvez por achar que a fasquia está muito baixa, a Hyundai resolveu mostrar como seriam (ainda) mais divertidos os carros de WRC caso possuíssem o dobro da potência. Vai daí, construiu um i20, similar ao utilizado no campeonato deste ano, mas com um motor de onde a marca sul-coreana extrai 800 cv. E esta bomba, nas mãos do piloto neozelandês Hayden Paddon, provou que o Hyundai continua fácil de conduzir, mas a devorar as rectas mais depressa e a sair das curvas com uma rapidez impressionante.

Este super i20 não foi construído apenas para provar um ponto de vista, mas sim porque a Hyundai quer estar presente nas provas de montanha com um carro vencedor e neste tipo de competição a potência admitida é mais elevada. O motor 1.6 Turbo utilizado no WRC cedeu o seu lugar a uma unidade 1.8, soprada por um turbocompressor menos limitado, o que explica que a potência tenha saltado para 800 cv, ou seja, mais do dobro. A aerodinâmica surge também mais desenvolvida, com mais apoio aerodinâmico, porque alguma coisa tem de colar aquele carro com apenas 4 metros de comprimento à estrada.

O resultado, como se pode ver no vídeo, é uma espécie de WRC depois de abusar dos esteróides anabolisantes, revelando-se muito mais rápido, espectacular mas, curiosamente, continuando a parecer fácil de controlar. Para um piloto profissional como Paddon, é claro.