Em comunicado, a Câmara Municipal de Matosinhos anunciou esta sexta-feira que a partir da próxima semana o município terá a sua rede de transportes públicos reforçada.  Resultado das negociações entre a autarquia, a Área Metropolitana do Porto e a operadora ViaMove, o intuito é apostar na “recuperação do quotidiano dos utentes e no desenvolvimento da atividade económica”. As principais alterações introduzidas acontecem nas horas de ponta, mas os serviços noturnos também serão incrementados para servir os trabalhadores dos centros comerciais.

“Neste período de pós-confinamento era urgente encontrar soluções que, por um lado, restabelecessem os níveis do serviços e, por outro, garantissem o cumprimento das normas sanitárias em vigor e a segurança dos utentes”, realça o vereador da Mobilidade e Proteção Civil, José Pedro Rodrigues.

Assim, durante os meses de julho e agosto, a frota da rede Maré será renovada com oito viaturas novas e, até setembro, haverá um reforço no serviço. A mesma rede tem atualmente cerca de 10 mil utentes por dia, cerca do triplo do que se verificava em maio e aproximadamente metade do número de utilizadores que registava no início do ano.

“As mudanças abrangem as linhas 104 e 119, cujo percurso se estenderá até à estação de Metro das Sete Bicas, permitindo, desta forma, a ligação com o tronco central do Metro do Porto. A linha 104 passará a circular com uma frequência de 30 minutos, com um aumento de 20 viagens diárias. O horário da linha 104N será estendido, com a última viagem a iniciar-se às 00h25, na estação das Sete Bicas, de forma a poder servir os trabalhadores dos centros comerciais”, adianta o comunicado.

O mesmo documento acrescenta que “a linha 130 passará novamente a circular entre Paiço e Custió (Ponte de Moreira), e a 106 irá circular entre a Praia de Leça da Palmeira e São Roque da Lameira, no Porto. O término da linha 105 passa do Hospital de São João para a Rotunda da Areosa”.

“O município de Matosinhos garantiu que durante o período de confinamento se mantivesse um serviço de transportes que respondesse às necessidades das pessoas. Mas é urgente reforçar o serviço, correspondendo ao aumento do número de utentes. O transporte público tem que ser uma solução, e não um problema no regresso à normalidade”, reforçou José Pedro Rodrigues.