O novo crédito dos bancos às empresas totalizou 19.523 milhões de euros entre janeiro e junho, o que representa mais 30% do que nos primeiros seis meses de 2019, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.

Apenas em junho, foram emprestados pelos bancos às empresas 3.660 milhões de euros, mais 38% face a junho de 2019. Já em relação ao emprestado em maio (4.939 milhões de euros) há uma redução de 26%.

As empresas têm recorrido a empréstimos bancários com garantia de Estado para fazer face às consequências da crise desencadeada pela Covid-19.

Já no caso dos particulares, o valor emprestado em junho para a compra de habitação foi de 833 milhões de euros, mais três milhões do que o emprestado em maio (830 milhões de euros).

No total, desde o início do ano, os bancos emprestaram 5.342 milhões de euros para a compra de casa, acima 8,4% face aos 4.926 milhões de euros emprestados nos primeiros seis meses de 2019.

Ainda segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, no crédito ao consumo foram concedidos em junho 318 milhões de euros, acima dos 236 milhões de euros de maio e dos 421 milhões de euros de junho de 2019.

Já nos empréstimos às famílias com outros fins, o valor concedido em junho foi de 179 milhões de euros, também neste caso acima dos 158 milhões de euros de maio e dos 174 milhões de euros de junho do ano passado.

Quanto aos juros cobrados pela banca, em junho, a taxa de juro média dos novos empréstimos a empresas aumentou 17 pontos base face a maio, para 1,73%.

A taxa de juro das operações acima de um milhão de euros foi de 1,58% (1,46% em maio) e a das operações abaixo de um milhão de euros de 1,83% (1,60% em maio). Já nas novas operações de crédito à habitação, a taxa de juro média subiu quatro ponto base para 1,16%.

Nos empréstimos ao consumo, a taxa de juro média aumentou para 6,67%, enquanto nos empréstimos para outros fins para 2,79%. Em maio, estes valores foram de 6,55% e 2,66%, respetivamente.