Jeffrey Epstein terá tentado reunir material comprometedor contra o príncipe André ao forçar uma rapariga menor de idade a fazer sexo com ele. A notícia é dada pelo The Guardian e cita documentos judiciais recém-divulgados.

Segundo essas informações, o suposto encontro ocorreu na ilha privada do investidor americano nas Ilhas Virgens Americanas. Num documento em específico afirma-se que Epstein instruiu a rapariga a “dar ao príncipe o que ele exigisse” e que depois lhe relatasse tudo o que tinha acontecido. Epstein terá explorado sexualmente a rapariga, “oferecendo-a” aos ricos e poderosos para “procurar benefícios em negócios, para garantir ganhos pessoais, políticos e financeiros, além de obter informações que poderia utilizar como chantagem”. Na lista de homens influentes que recorreram a este esquema de exploração sexual de uma menor estão “numerosos políticos americanos proeminentes, poderosos homens de negócios, presidentes estrangeiros, um primeiro ministro conhecido e outros líderes mundiais”, lê-se nos documentos legais.

Também foi revelado que André tentou pressionar os EUA em nome de Epstein para ajudar a garantir um “acordo favorável de recurso”.

Os documentos em questão fazem parte de uma processo de 2015 entre Epstein e sua ex-namorada Ghislaine Maxwell, e Virginia Roberts Giuffre, agora com 36 anos, que acusou o casal de abuso sexual. Giuffre também afirmou que foi forçada a fazer sexo com o príncipe André, algo que o filho de Isabel II nega veementemente. Não está claro nas informações reveladas se Giuffre era a rapariga utilizada no esquema de tráfico de menores. Os documentos foram divulgados depois de um juiz rejeitar uma tentativa dos advogados de Maxwell de mantê-los em segredo.

Advogados de duas outras supostas vítimas desse mesmo caso de 2015 solicitaram a divulgação de documentos que provassem o suposto lobby do príncipe junto da justiça norte-americana em nome de Epstein. O Guardian conta que esses advogados estão à procura de “documentos sobre os esforços de lobby para convencer o governo a dar um acordo mais favorável e/ ou acordo de não-acusação, incluindo esforços feitos pelo príncipe André e pelo ex-professor de direito de Harvard Alan Dershowitz”.

É alegado nos documentos que uma das situações em que uma das raparigas foi forçada a fazer sexo com André foi numa orgia na ilha privada de Epstein. O mesmo terá acontecido mais duas vezes, uma no apartamento de Maxwell em Londres e outra no de Nova York. Não são fornecidas datas precisas para os supostos incidentes. Mas acredita-se que uma das raparigas foi abordada pela primeira vez, por Maxwell, em 1999, quando tinha 15 anos, e que terá sido mantida por Epstein como “escrava sexual” entre 1999 e 2002, antes de escapar e fugir para outro país, de acordo com um documento.