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Citou “o grande” Luís de Camões — para dizer que Portugal “sempre navegou” por “mares nunca dantes navegados” —, traçou um paralelismo entre a “catástrofe” da pandemia e o terramoto de 1755, lembrou as “reformas muitos difíceis” do passado (uma referência às que foram feitas no tempo da troika) e elogiou o “país de grandes exploradores” e a “energia vibrante” dos seus “heróis desportivos”. Ursula Von der Leyen fez o trabalho de casa para o discurso de apresentação das linhas mestras do plano de recuperação da União Europeia — as mesmas prioridades que, garante, estão também refletidas nas “ambições” que António Costa inscreveu no plano português (cujo esboço será fechado a 14 de outubro e enviado a Bruxelas no dia seguinte).

Os elogios deixou-os ao “mediador” Costa e a Portugal — às “paisagens encantadoras de Sintra e da sua serra” que inspiraram “de Lord Byron a Richard Strauss”; à “energia vibrante” do país que tem “jovens talentos da tecnologia” e produz “energias limpas”; à “humildade, responsabilidade e solidariedade” do povo português. António Costa quis dar-lhe razão e, minutos depois, na sua intervenção, aproveitou para dizer que Portugal vai recorrer integralmente às subvenções que fazem parte do Fundo de Recuperação europeu, mas vai abdicar dos empréstimos, pelo menos “enquanto a situação financeira do país não o permitir”.

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