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Após ter sido noticiado que a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) autorizou a desmontagem de vestígios da antiga mesquita almorávida de Lisboa, os quais se encontram sob o claustro da Sé Patriarcal — situação denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (Starq) —, esta quarta-feira de manhã o diretor-geral convidou os jornalistas para uma visita ao local, tendo afirmado que “não há outro objetivo que não seja salvaguardar e valorizar esses vestígios”.

Mas o que parecia ser uma ocasião para Bernardo Alabaça desmontar os argumentos do sindicato, inicialmente apresentados numa notícia do jornal Público, acabou por servir para contrariar a posição do próprio diretor-geral do Património. Duas arqueólogas responsáveis pelas escavações que decorrem na Sé de Lisboa — com vista à instalação de um núcleo arqueológico aberto ao público — confirmaram aos jornalistas que, afinal, “serão retirados do local e destruídos” alguns vestígios da antiga mesquita. Trata-se de um monumento que remonta a inícios do século XII, antes da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147.

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