O presidente do Chega nos Açores, Carlos Furtado, espera “quatro anos de muito trabalho” e garante que o partido está preparado para dialogar no parlamento açoriano.

O Chega tem de estar preparado para essa tarefa. A responsabilidade eleitoral que nos confiaram vai obrigar-nos a estar muito atentos e a fazermos o melhor que pudermos”, considerou o dirigente e deputado eleito do partido Chega.

Aos jornalistas, falando na cidade da Horta após a tomada de posse do XIII Governo dos Açores, Carlos Furtado, que será acompanhado no Chega por José Pacheco, também eleito deputado pelo partido, foi perentório: “Não tenho dúvidas que serão quatro anos de referência na política açoriana”.

O novo Governo Regional dos Açores, liderado por José Manuel Bolieiro, do PSD, tomou esta terça-feira posse perante a Assembleia Legislativa da região, na cidade da Horta.

O líder do CDS na região, Artur Lima, é o vice-presidente do novo executivo.

A cerimónia de tomada de posse arrancou cerca das 15h00 locais (16h00 em Lisboa) e teve como convidados, entre outros, o antigo presidente do Governo Regional Mota Amaral e o chefe do executivo cessante, Vasco Cordeiro.

Na semana passada tomaram já posse os novos 57 deputados eleitos nas regionais de 25 de outubro, tendo também sido eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa, o social-democrata Luís Garcia, da ilha do Faial.

Com a entrada em funções, o novo executivo tem agora 10 dias para entregar à Assembleia Legislativa o programa de Governo.

O PS perdeu em outubro a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal (IL), somando assim o número suficiente de deputados para atingir uma maioria absoluta.

PSD confia em “nova era” de desenvolvimento na região

O vice-presidente do PSD Açores Pedro Nascimento Cabral mostrou-se esta terça-feira esperançado numa “nova era” de desenvolvimento na região com a entrada em funções do novo executivo açoriano, composto por sociais-democratas, CDS e PPM.

Aos jornalistas, o dirigente e deputado social-democrata manifestou uma “forte esperança de que os Açores possam a partir de agora entrar numa nova era, uma era de desenvolvimento económico, social e cultural” por todos “ansiada”.

Nascimento Cabral falava aos jornalistas após a tomada de posse do XIII Governo dos Açores, presidido pelo social-democrata José Manuel Bolieiro. O vice-presidente do PSD nos Açores valorizou ainda a nova “centralidade” do parlamento açoriano e a sua renovada “importância na condução dos destinos” da região.

PS lembra ser maior partido no parlamento e diz ter “responsabilidade acrescida”

Francisco César lembrou esta terça-feira que o partido é o maior no parlamento da região, tendo por isso uma “responsabilidade acrescida”. O deputado do PS/Açores lembrou esta terça-feira que o partido é o maior no atual parlamento da região, tendo por isso uma “responsabilidade acrescida” na legislatura que agora arranca, apesar de não ter conseguido formar governo.

Aos jornalistas, o socialista diz que o partido tem agora a responsabilidade de ter postura “firme na divergência” e “competente e decisivo na convergência”.

O PS, asseverou Francisco César, terá na atual legislatura a “capacidade de propor, mais do que um partido que está mais preocupado em contrapor e em fazer crítica pela crítica”. O dirigente do PS açoriano lembrou ainda que o partido venceu as eleições no arquipélago tidas há cerca de um mês e tem a obrigação de “dar respostas” aos açorianos que em si depositaram o seu voto.

“Estamos num novo tempo da nossa autonomia”, diz o CDS

O CDS dos Açores defendeu esta terça-feira que a região vive um “novo tempo”, após a queda do PS do poder e a chegada ao Governo Regional de um executivo formado precisamente pelos centristas, pelo PSD e pelo PPM.

“Estamos num novo tempo da nossa autonomia, no final de 24 anos de governo socialista. Os resultados eleitorais ditaram uma nova maioria”, lembrou a deputada centrista Catarina Cabeceiras, falando aos jornalistas no final da sessão de tomada de posse do XIII Governo dos Açores.

A deputada do CDS declarou-se ainda “expectante” com o “novo paradigma de políticas públicas” que o executivo se propõe a concretizar.