A Câmara de Matosinhos, no distrito do Porto, lançou esta segunda-feira um novo concurso público para realizar obras na Escola Secundária Abel Salazar, no valor de 7,5 milhões de euros, porque no primeiro concurso recebeu propostas acima do valor base definido.

Em junho deste ano, a Câmara Municipal de Matosinhos lançou um concurso público, publicado em Diário da República (DR), para a reabilitação da Escola Secundária Abel Salazar, com um valor base de 5,6 milhões de euros, mas como apenas chegaram propostas “acima do valor base do concurso tivemos de elevar o valor base para 7,5 milhões de euros, porque não podemos adjudicar uma obra acima do valor base” definido, explicou esta segunda-feira à Lusa fonte da autarquia, referindo que o concurso anterior “formalmente teve de ficar deserto”.

Esta segunda-feira, no anúncio publicado em DR, a autarquia refere que pretende realizar obras na Escola Secundária Abel Salazar, em São Mamede de Infesta, com um “valor base de procedimento de 7,5 milhões de euros”.

A apresentação de propostas deverá ser feita até às 17h00 do 30.º dia a contar da data desta segunda-feira, sendo o prazo de execução da empreitada de 20 meses (um ano e oito meses).

A obra prevê a renovação do pavilhão escolar, bem como a transformação e ampliação do edifício A, “onde se localizam os serviços”, de forma a “acomodar os espaços com as áreas adequadas”, descrevia a autarquia no anúncio publicado em junho.

É naquele imóvel A, onde se situam zonas administrativas, cantina, bar, polivalente e biblioteca, que se pretende “a transformação mais relevante, sendo demolida e ampliada parcialmente a estrutura existente”.

Nos dois edifícios das salas de aula são processadas alterações ao nível do interior, adequando o espaço às funções necessárias, e libertado o miolo dos mesmos para espaço aberto, num exercício de controlo térmico, acústico e de ventilação, onde a tónica da acessibilidade inclusiva é tida por essencial”, descreve a autarquia.

A empreitada deve, também, contemplar a criação de “novos corredores/rampa que garantem a interligação funcional e de acordo com os princípios de mobilidade condicionada, entre os diferentes espaços escolares”.

“Ao nível do Pavilhão Polidesportivo, a intervenção prevê a renovação do espaço com forte desgaste, e na necessária adaptação dos balneários face às condições exigidas e ao número de utilizadores normal”, descreve o município.

Exteriormente, “a intervenção passa pelo reforço/tratamento do coberto vegetal existente”, para além da criação de “pequenos espaços complementares” e do tratamento dos “espaços interiores dos edifícios B e C”.

Ao nível construtivo “a opção recai, genericamente, sobre a execução dos paramentos novos exteriores em termoargila, revestidos com isolamento térmico e chapa ondulada termolacada”.

A escolha de materiais terá resultado da preocupação do projetista na adequação de materiais ao uso, manutenção e conservação dos edifícios, lia-se na altura na mesma publicação em DR.