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A entrevista à ministra da Saúde na Web Summit foi conduzida por Ana Pimentel, editora de Tecnologia e Startups do Observador

Marta Temido não hesita: “Não escapou nada” ao Governo português na forma como geriu a passagem da primeira vaga de Covid-19 para a segunda. Questionada no decorrer da Web Summit sobre o que tinha corrido mal entre março — quando o país foi considerado um bom exemplo na gestão da pandemia — e novembro — altura em que constava entre os países com taxas mais altas de novos casos por 100 mil habitantes na Europa –, a ministra da Saúde acabou por responsabilizar “o crescimento imprevisível” de casos que ocorreu no final de setembro. E que exigiu ao Governo, “uma resposta mais rápida” do que aquela que o executivo de António Costa tinha preparado.

Marta Temido explicou que, em março, Portugal foi atingido pela pandemia mais tarde do que os outros países e que isso foi “crucial” para preparar a resposta do país.

“Acho que o país respondeu efetivamente à primeira vaga, atempadamente e com as medidas certas. O confinamento que foi implementado em março e abril ajudou a desacelerar o crescimento da epidemia, mas, como sabe, Portugal nunca atingiu a base da curva, conseguimos achatá-la, mas enfrentámos um planalto em junho e julho na região de Lisboa, sobretudo. E isto foi uma situação e um momento difícil para nós. Ver todos os outros países e regiões do país com uma situação mais calma e aparente regresso à normalidade, e a região de Lisboa a sofrer esta pressão”, referiu.

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