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“Foi um dia duro para nós, senti que estive sempre no sítio errado à hora errada. É um dia daqueles mas no final o que interessa é que estamos muito competitivos, rápidos o dia todo. Tivemos azar na corrida, que estava a correr bem, com uma boa recuperação vindo de 18º , sempre a ultrapassar adversários, até sétimo ou oitavo, depois tive um furo a sete voltas do fim. É o que é, são corridas e o lado positivo é que o Jean-Éric Vergne venceu a corrida com o novo carro, o que mostra o quão competitivo somos. Amanhã será um novo dia, nova corrida e vai ser bom!”.

Félix da Costa recupera dez posições, entra nos pontos mas desiste com um furo na primeira corrida em Roma

A qualificação não correu da melhor forma a António Félix da Costa, que não foi além do 18.º lugar entre alguma chuva que caiu, condições de pista que não eram melhores ou uma segunda sessão de treinos que foi cancelada devido aos problemas nos corretores da curva 12. No entanto, e entre várias incidências que foram marcando a primeira corrida do Roma ePrix como o choque inicial de Stoffel Vandoorne e André Lotterer ou a penalização a Oliver Rowland, o português foi subindo algumas posições e chegou aos últimos dez minutos na luta pelo top 10. Devido a um furo, teve de desistir. E o acidente que tirou Lucas di Grassi, Nyck de Vries e Vandoorne de prova mostrou que, apesar da má qualificação, o piloto da DS Techeetah teria pontuado e arriscado um bom posto.

Agora, o objetivo único de Félix da Costa era reduzir a distância para os lugares cimeiros do Mundial, que tinham a confirmação das melhorias de equipas como a Jaguar (com o líder Sam Bird com 43 pontos e o quarto Mitch Evans com 31), a Audi (Robin Frijns em segundo com 34 pontos) ou a Mercedes (Nyck de Vries em terceiro com 32 pontos). O português, que em 2020 teve apenas uma desistência mas quando já tinha confirmado o título de campeão, caiu para o nono lugar com 15 pontos. E era por isso que o segundo Roma ePrix era tão importante, apesar de todas as dificuldades criadas pela chuva que caiu durante a noite e antes da qualificação.

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Foi uma qualificação difícil. Choveu e não encontramos a afinação certa para sermos competitivos. Começo de 15º, um pouco mais à frente do que ontem, em que fizemos uma boa corrida. Vamos ver se a chuva se mantém. Vai ser uma corrida longa e caótica, mas há muitas oportunidades para aproveitar. Focado e motivado”, comentou o português esta manhã.

E Nick Cassidy, que tinha conseguido o melhor tempo de qualificação, mostrou logo como esta seria mais uma corrida com várias incidências, falhando na primeira travagem e descendo para o 11.º lugar enquanto aparecia a informação de mais uma penalização para Lotterer, agora por ter trocado de peças fora de tempo. Norman Nato assumira a liderança com Pascal Wehrlein a chegar pouco depois ao primeiro lugar sendo pressionado de perto por Stoffel Vandoorne enquanto Félix da Costa subia uma posição para 14.º e de seguida outra para 13.º, com Nick Cassidy a confirmar mesmo um dia para esquecer com mais uma curva onde foi tocado e saiu em frente.

A meia hora do final, com bandeiras amarelas depois de mais um despiste de Lucas di Grassi, tocado por trás por Sébastien Buemi, Félix da Costa já estava na zona de pontos com outros elementos que estão nas primeiras posições do Mundial, como o líder Sam Bird, a terem erros quase primários em trajetórias de curvas perante uma corrida sempre certa e em crescendo do português. E essa gestão de uma corrida que entretanto deixara Vandoorne a liderar à vontade com uma vantagem confortável permitiu que o campeão de 2020 fosse subindo mais posições, aproveitando o fanboost para chegar ao sétimo lugar à frente de Mitch Evans, antes de ser depois ultrapassado pelo neozelandês da Jaguar numa fase de nova entrada do safety car para limpar a pista no seguimento de uma saída do outro Audi, de René Rast, a poucos minutos do final da corrida.

António Félix da Costa beneficiou depois de uma penalização a Norman Nato para subir na classificação final à sétima posição, somando assim mais seis pontos depois da desistência da véspera. Além do triunfo de Stoffel Vandoorne, segundo da Mercedes na época após a vitória de Nyck de Vries a abrir o ano de 2021, nota também para o surpreendente segundo posto do Mahindra de Alexander Sims. Pascal Wehrlein, da Porsche, fechou o pódio do segundo Roma ePrix. Apesar de ter voltado aos pontos, o português diminuiu o fosso para o primeiro lugar mas desceu à décima posição do campeonato com 21 pontos, a 22 pontos de distância do líder Sam Bird.