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Harry aterrou em solo britânico ao início da tarde de domingo para participar no restrito funeral do avô, que acontece a 17 de abril, a partir das 15h, no Castelo de Windsor — o duque de Edimburgo, considerado quase o “avô da nação”, morreu aos 99 anos na passada sexta-feira. O duque de Sussex viajou sem a companhia de Meghan Markle que, dada a avançada gravidez, foi aconselhada a ficar em casa (o segundo filho do casal, uma menina, é esperado no verão).

Harry foi fotografado à chegada ao aeroporto de Heathrow a usar umas calças de ganga, um casaco e uma máscara facial preta. Segundo os relatos na imprensa britânica, terá sido recebido por seguranças e escoltado para a Nottingham Cottage, no recinto do Palácio de Kensington, em Londres (a anterior casa onde viveu com Meghan, Frogmore Cottage, foi entregue à princesa Eugenie e ao marido Jack Brooksbank).

Imediatamente após a chegada, que se fez notar pela ausência de Meghan, o duque de Sussex iniciou um período de isolamento. Não terá tempo suficiente para cumprir os 10 dias de quarentena obrigatória, mas as regras permitem que se deixe temporariamente o local de isolamento para marcar presença em funerais, entre outras situações que abrangidas por  “motivos de compaixão”, segundo das disposições em tempo de pandemia. Para isso, terá de apresentar um teste negativo à Covid-19.

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Também o funeral de Filipe será afetado pelo cenário que vigora há mais de um ano. A cerimónia fúnebre vai estar limitada a 30 pessoas, um número bastante diferente dos 800 convidados inicialmente previstos, considerando o plano feito ainda antes da crise sanitária. Por esse motivo, Boris Johnson já fez saber que não vai marcar presença no evento de maneira a libertar espaço para a família mais imediata de Filipe, que deixou para trás quatro filhos e oito netos. Citado pela Sky News, um porta-voz da casa real garantiu que os membros da monarquia vão seguir as regras de distanciamento social. A rainha declarou, entretanto, um período de luto real que vai durar duas semanas.

O regresso de Harry, a tempo do funeral do avô, acontece numa altura em que a polémica entrevista que os duques de Sussex deram a Oprah Winfrey ainda dá que falar. É a primeira vez que o duque se reúne com a família após as afirmações explosivas que foram notícia durante vários dias e é também a primeira reunião após a abdicação das funções enquanto membro sénior da realeza — o último compromisso oficial dos Sussex foi em março de 2020 na Abadia de Westminster. Ainda assim, é esperado que as conversas entre os membros da família real sejam monopolizadas pela morte de Filipe. Ao The Sun, uma testemunha próxima da família garante que os temas de debate serão apenas sobre o duque de Edimburgo.

No último adeus a Filipe, é esperado que Harry use um fato ao invés de um uniforme, uma vez que os Sussex abriram mão de títulos militares ao fim de um ano de Megxit. As insígnias militares do príncipe — The Royal Marines (fuzileiros), RAF Honington (força aérea) e Royal Navy Small Ships and Diving (marinha) — voltaram a pertencer à rainha, à semelhança dos papéis de representação do Queen’s Commonwealth Trust e da Association of Commonwealth Universities. Harry poderá, no entanto, usar as suas medalhas. Já Carlos, William e o príncipe Eduardo deverão usar trajes cerimoniais, enquanto André, que deixou a vida pública em 2019 na sequência do escândalo em torno da amizade com Jeffrey Esptein, deverá optar por um fato.

De acordo com a Hello Magazine, Harry e Meghan mantiveram contacto com Filipe durante o isolamento deste no Castelo de Windsor na sequência da pandemia. O duque de Sussex falou sobre isso recentemente, descrevendo as conversas via Zoom com os avós e como Filipe terminava as conversas fechando simplesmente o portátil com força.