Portugal e a Índia esperam retomar as negociações sobre comércio e investimento entre a União Europeia (UE) e a Índia na Cimeira entre os líderes dos 27 e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em maio, no Porto.

A expetativa foi esta terça-feira reforçada pela ministra das Finanças indiana, Nirmala Sitharaman, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, após uma reunião por videoconferência.

Citada pela Press Trust of India, a maior agência de notícias do país, a ministra afirmou que “o relançamento de negociações formais sobre acordos de Comércio e Investimento na reunião de líderes da Índia e da UE a 8 de Maio de 2021 no Porto seria um sucesso notável para a presidência portuguesa do Conselho da UE”.

Um tal reatamento das negociações (lançadas em 2007 mas num impasse desde 2013) “contribuiria para reforçar ainda mais os laços” da Índia com a UE, acrescentou a ministra.

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Contactada pela Lusa, fonte do gabinete de Augusto Santos Silva afirmou que, enquanto presidência, “Portugal tem procurado facilitar o diálogo entre a União Europeia e a Índia, de modo a assegurar o sucesso da reunião de líderes” do Porto, e considera “extremamente importante que as negociações sobre comércio e investimento […] sejam reatadas”, com “resultados concretos que beneficiem mutuamente” ambas as partes.

É neste quadro que têm decorrido os contactos do MNE português com ministros indianos, incluindo o de hoje com a Ministra das Finanças”, acrescentou a fonte.

Numa série de tweets publicados após o encontro, Nirmala Sitharaman referiu-se também à “excelente relação bilateral” com Portugal, e sublinhou “a necessidade de construir, sobre os laços bilaterais históricos, laços económicos e financeiros mais fortes, próprios de uma parceria do século XXI”.

O reforço das relações políticas e económicas com a Índia está nas prioridades da presidência portuguesa do Conselho da UE.

O primeiro-ministro, António Costa, já afirmou esperar que a Cimeira UE-Índia do Porto “possa ser um marco no relacionamento futuro da União Europeia com a União Indiana” e Santos Silva que ela possa lançar um “diálogo político regular entre as duas maiores democracias políticas do mundo”.