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Sete semanas e 200 exercícios: o plano para acabar com o cérebro cansado

Este artigo tem mais de 1 ano

O novo livro "Um cérebro à prova de cansaço" propõe um treino desenhado por uma psicóloga para um cérebro ativo, focado e na maré oposta ao envelhecimento e à demência.

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Dificuldade de foco em tarefas ou problemas de concentração são sinais de um cérebro cansado, bem como a fraca receção aos desafios diários e a falta de criatividade, no sentido em que uma pessoa não consegue brincar com a sua própria inteligência. Numa altura em que a crise sanitária se arrasta há mais de um ano, o tema da estimulação cognitiva parece estar a ganhar mais terreno: o livro da psicóloga Sandra de Carvalho Martins, “Um cérebro à prova de cansaço”, é reflexo disso e não é o único a surgir no mercado em 2021. Ao todo, propõe 200 exercícios a serem feitos durante sete semanas com o intuito de despertar os seus leitores para o cuidado do cérebro, numa lógica de “usá-lo ou perdê-lo”.

O livro está à venda a partir do dia 20 de abril por 15,90 euros ©DR

Sandra, membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses e formadora certificada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, sempre gostou de desafios mentais. A profissão levou-a, a certo ponto, a trabalhar com pessoas com incapacidade ou deficiência, pelo que desde cedo criou “material interessante e engraçado” que agarrasse a população-alvo. “Li tantos livros que comecei a inventar desafios para amigos e familiares, ganhei tanto gosto que concentrei aí o meu tempo livre”, explica. O resultado foi o projeto “Neurónios Ativos” no Instagram e um livro que demorou dois anos a ser feito e que chega às prateleiras no próximo dia 20 de abril.

Todos os 200 exercícios que vão crescendo em dificuldade pretendem potenciar as nossas capacidades mentais ao focarem-se no desenvolvimento do raciocínio lógico e numérico, da linguagem, da memória, da atenção, da concentração e da criatividade. “Quanto mais ativarmos as nossas conexões cerebrais, mais desenvolvemos o conceito da reserva cognitiva, que é aquilo que nos protege de mais tarde virmos a ter demência. O livro não é a solução, mas a ideia é despertar para a importância de nos estimularmos e descobrirmos os nossos interesses, isto é, de redescobrirmos a nossa inteligência e utilizá-la da melhor forma”, assegura ao Observador.

Porque o cérebro precisa de novidade e diversidade para uma estimulação eficaz, mesmo em tempos de pandemia e de maior isolamento, a autora desafia os leitores a questionarem a maneira como passam o dia-a-dia e a optarem por hobbies que sejam construtivos para não caírem no erro de serem “meros recetores de informação”. “Muitas vezes as pessoas gostam só de Sudoku ou de palavras cruzadas. É muito importante diversificar, caso contrário, estamos sempre a repetir os mesmos exercícios quando a ideia é estimular a cognição.” Afinal, só sobrevivem os neurónios que são convenientemente estimulados.

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A importância de aprender coisas novas pode até ser geradora de bem-estar e um contributo para a autoestima. “O livro começa num nível muito fácil e vai progredindo sempre para exercícios mais complicados. Se a pessoa for seguindo o plano é normal que o seu desempenho vá melhorando. Isso provoca o sentimento da autoeficácia, que reforça as crenças nas nossas capacidades. Se antes não conhecíamos bem o nosso perfil cognitivo, posteriormente passamos a saber as áreas em que somos bons — esse conhecimento é a chave para uma melhor autoestima”, diz.

A autora fotografada no Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão

Rui Oliveira/Observador

A ideia de um cérebro cansado também está, de certa forma, relacionada com o próprio temperamento das pessoas — há quem naturalmente cultive uma vida mais intelectual e há quem evite sair da sua zona de conforto. “As pessoas que mais acreditam nas suas capacidades são as que estão mais recetivas à estimulação. Isto tem essencialmente que ver com a crença que temos nas nossas capacidades, com a predisposição individual, o temperamento e a forma de encarar a vida.” O próprio conceito da neuroplasticidade, explorado ao de leve no livro, determina que há sempre espaço para evoluirmos, no sentido de que estamos sempre a tempo de mudar o cérebro e a forma como o usamos — um grande mito enraizado na sociedade é a ideia de que este não evolui e que as coisas são estantes.

“As pessoas começam a ter mais atenção a isto quando já estão na fase do envelhecimento, mas uma demência começa a ser preparada no nosso cérebro com décadas de antecedência. Se ao longo da vida tiver interesse por descobrir a minha inteligência e usá-la da melhor forma… estou a apostar na saúde, estou a apostar em mim.” Sair da zona de conforto consegue ser pouco tentador e muitas vezes é mais fácil pensar que estamos limitados, pelo que a “motivação é essencial”.

A estimulação cognitiva, defende a psicóloga, permite que uma pessoa se volte a centrar em si mesma, nas suas capacidades, sobretudo numa altura marcada pela crise sanitária e respetivas consequências para a saúde mental, individual e coletiva. É a ideia de “usar o meu cérebro ao invés de ser ele a usar-me, de ser eu a comandar e não me deixar levar por esta torrente de sentimentos negativos associados à pandemia”, diz. O conselho é especialmente válido numa fase marcada por maiores níveis de ansiedade e de stress — se a primeira é sempre prejudicial, e se vivida em doses elevadas e durante muito tempo leva ao envelhecimento precoce do cérebro, a segunda tem prós e contras.

“O stress é essencial à vida, faz bem, mas em níveis elevados faz com que facilmente tenhamos dificuldade em tomar decisões, em viver o aqui e agora. É o estar sempre a viver num passo acelerado e desfocado do que realmente está a acontecer”. Leva à libertação de cortisol o que, em doses elevadas, danifica o hipocampo do cérebro, provocando uma vez mais o seu envelhecimento prematuro. Além disso, “está provado que a ansiedade e o stress aumentam em 40% o risco de se vir a ter uma demência”. A falta de convívio social ajuda a adensar estes fatores, até porque a interação com os outros é um exercício imprevisível e de flexibilidade.

Sete semanas de treino mental diário, defende a autora, é um período de tempo relativamente longo para incutir o gosto da estimulação cognitiva e os exercícios propostos devem ser seguidos de forma ordenada — é batota passar à frente e ignorar os mais difíceis, sejam eles exercícios numéricos ou não.

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