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Alfredo Casimiro, o maior acionista da Groundforce, vai ter de pagar ao Estado as rendas de um imóvel e m Loures que uma sociedade sua está a usar. A decisão é do tribunal cível de Lisboa e acontece no meio de uma guerra judicial em que Casimiro é acusado de dever cinco milhões de euros em renda, embora garanta que a suspensão desse pagamento foi legítima.

A história é contada esta quarta-feira pelo Correio da Manhã, que noticia a decisão do tribunal cível de Lisboa. Em causa está o pagamento das rendas pelos imóveis da Imofundos, uma entidade pública, no Loures Business Park. São esses os imóveis que estão a ser usados pela Kashmir, sociedade de Casimiro.

Agora, a Imofundos acusa Casimiro de não estar a pagar as rendas e de já ter acumulado uma dívida de cinco milhões de euros, mas o acionista da Groundforce e dono da Kashmir argumenta que está a fazer a “manutenção” e desenvolvimento do espaço, em substituição da Imofundos.

O diferendo acontece depois de ter falhado a compra desses mesmos imóveis pela Kashmir: segundo o mesmo jornal, o negócio, que tinha já envolvido a assinatura do contrato-promessa de compra e venda em agosto do ano passado, valeria 17 milhões de euros mas terá ficado sem efeito depois de Casimiro ter reclamado uma redução do preço.

Entretanto, foi recusada uma providência cautelar da Imofundos contra a Kashmir. Corre ainda o processo quanto à ação de despejo interposta pela mesma entidade — será numa conta à ordem desta ação de despejo que as rendas serão, entretanto, depositadas.

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