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Desde a estreia em 2018 que “Manifest” se tem tornado num estranho caso de sucesso. A fórmula não é nova, o que surpreende é que tenha dado tanto resultado. O pitch de elevador seria: um avião desaparece e reaparece cinco anos depois, o que é feito da vida presente dos passageiros e tripulantes desse avião? Há algo de “Perdidos” na ideia principal, mas ao invés de uma ilha misteriosa, as personagens estão no mundo real — um pouco como a população que desapareceu de “Os Vingadores” e voltou anos depois ou, então, aqueles que ficam de “The Leftovers”.

Desde “Perdidos” que várias séries tentaram imitar a fórmula, mas falharam. “Manifest” resultou e talvez isso se deva à forma como se reinventa o modelo com alguma frequência. Não é uma série que tire muitas vezes o tapete ao espectador, mas é uma que gosta de brincar com os géneros televisivos e de os misturar de forma eficaz. Rapidamente, percebe-se que não é uma série sobre o sobrenatural, ou de mistério, mas também não é um drama, um thriller, um drama de hospital ou uma série de aventuras. É isso tudo e mais, de uma forma leve e funcional: o espectador rapidamente esquece a premissa da série e fica ligado às personagens e ao respetivo drama diário.

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