A Autoridade Tributária e Aduaneira tinha liquidado (tratado) cerca de cinco milhões declarações de IRS, das quase 5,7 milhões entregues, havendo 2.415.899 que resultaram em reembolso num valor médio de 1.074 euros.

De acordo o Ministério das Finanças, o valor dos reembolsos liquidados e com ordem de pagamento até ao final da semana passada (últimos dados oficiais disponíveis) totalizou 2.596 milhões de euros. Já as 955.711 notas de cobrança emitidas visam o pagamento de 1.492 milhões de euros, pelo que cada um dos contribuintes visados terá a pagar, em média, 1.561 euros.

Das quase 5,7 milhões de declarações submetidas até aquela data — algumas das quais já depois de terminado o prazo limite – há 31% que foram entregues com recurso ao IRS automático, um valor abaixo do potencial já que este ano este automatismo poderia chegar a cerca de dois terços dos contribuintes.

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Apesar da tipologia de rendimentos e perfis de contribuintes abrangida pelo IRS automática ser cada vez mais vasta há vários motivos que podem levar um contribuinte a optar por proceder à entrega do Modelo 3, nomeadamente o facto de o valor das deduções calculadas pela AT ser inferior a que indicam as faturas com NIF que aquele tem na sua posse.

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Segundo os dados da AT, até ao final da semana passada foram apuradas 1.656.677 declarações com um resultado nulo, o que significa que os contribuintes em causa não terão nem reembolso a receber, nem imposto a pagar. A entrega da declaração anual do IRS terminou no dia 30 de junho. De acordo com a legislação em vigor, a liquidação do IRS tem de estar concluída em 31 de julho, tendo o imposto de ser pago ou devolvido (via reembolso) até 31 de agosto.