Domingão na Musa

Rua do Açúcar 83, Lisboa. Domingos 13h às 16h.

Para comer, bater o pé e chorar por mais: os almoços de domingo na Fábrica da Musa, em Marvila, voltaram a animar o bairro uma vez que juntam refeições temáticas com as respetivas musicalidades. Se a primeira edição do Domingão de julho foi dedicada à cachupa e ao funaná, este domingo, 18, a batida e as garfadas tendem para outras lides, mais concretamente a feijoada e o chorinho. A cozinha fica assim entregue aos mineiros Pedro Monteiro e Octávio Delmonte e a música ao grupo Pandeiro Lx. Já no último domingo, 25, há comida de boteco com os mesmos cozinheiros e samba com o grupo Samba Que Te Canto. Os almoços Domingão acontecem entre as 13h e as 16h com a promessa de boa comida e bom som para acompanhar.

As refeições são acompanhadas por música temática. Este domingo é a vez do chorinho ©MUSA

A Lanchonete em Benfica

Avenida Gomes Pereira, 104A, Lisboa. Segunda a sábado 8h às 19h.

Para comer o Brasil de prato cheio: em 2019, Pedro Bento assumiu o negócio da família e deu-lhe uma nova roupagem sempre homenageando a história dos pais que viveram em São Paulo durante 25 anos. Primeiro em Belém, onde continua firme, A Lanchonete chega agora a Benfica com a ajuda de Bruna Silva, que se junta à equipa para a expansão do negócio. O espaço interior alberga 25 lugares e está preparado para receber os bichos de quatro patas da clientela que se fizer acompanhar por eles. O menu não passa sem os queridinhos da casa como o já famoso pastel de feira (2,10 euros) de frango com catupiry, queijo ou pizza, feitos com massa artesanal, o pão de queijo caseiro (1,60 euros/duas unidades), as coxinhas de frango (1,60 euros) e vegetarianas de jaca (1,80 euros) ou a linguiça calabresa com cebola na chapa (2,50 euros). Há também hambúrgueres (6,60 – 8,40 euros), o cachorro quente paulista (6,50 euros), uma sandes de pernil com queijo curado (7 euros), ou para refeições mais leves não falta as tapiocas e crepiocas (7,50 – 8,50 euros). Além disso, todos os dias há um prato do dia — basta perguntar — ainda que às sextas e sábados sejam dias de feijoada à brasileira (9,50 euros). Aos que não dispensam um doce, é obrigatório provar o pudim de leite condensado (2,50 euros) ou o bolo de cenoura com brigadeiro (2,5 euros). Lá fora, o estrado de madeira comporta uma bela esplanada com 14 lugares para os dias mais quentes, onde podem ser servidas desde uma simples coxinha ao brunch generoso d’A Lanchonete. O brunch tem dois menus (13 e 16 euros) onde é suposto escolher sempre uma das duas opções e é servido de segunda a sábado entre as 11h e as 16h.

O pastel de feira d’A Lanchonete é um dos petiscos mais pedidos da casa que agora abriu em Benfica © DR

FICA Oficina

Rua de Arroios, 154B, Lisboa. hello@fica-oc.pt/  919 194 823.

Para voltar a meter as mãos na massa: depois de cinco anos na Lx Factory, a FICA Oficina Criativa mudou de casa e instalou-se agora em Arroios. O novo espaço é três vezes maior, com 300 metros quadrados, e divide-se entre ofícios como a cerâmica, marcenaria e serigrafia, além de uma área dedicada a workshops, exposições e até uma Loja de Ofícios. O funcionamento continua a ser semelhante ao que era com a possibilidade de as pessoas poderem inscrever-se para aprender algum dos ofícios através de aulas regulares ou workshops temáticos focados noutros ofícios como a risografia, encadernação, linogravura, xilogravura, tapeçaria, tecelagem, cestaria, tinturaria, marmoreado ou joalharia. Por outro lado, é também possível requisitar os serviços desta oficina criada por Rita Daniel em 2016, como as fornadas de cerâmica, a estampagem têxtil, e equipamentos e ferramentas do Ginásio de Ofícios — aberto apenas em dias específicos. Os workshops deste mês podem ser consultados aqui.

O novo espaço tem o triplo do tamanho e tem direito a uma Loja de Ofícios, além das salas de trabalho

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Mixed Martial Rice

Mercado de S. Domingos de Benfica – Rua Cecília Meireles, Lisboa. Terça a domingo 12h às 22h. 210 506 848.

Para comer em casa sabores de outras latitudes: Nuno Colaço deixou em 2020, em plena pandemia, o seu trabalho na área de marketing para poder abraçar um negócio que, além de ser o seu sonho, o permitia também prestar apoio à família. Abriu um crowdfunding e, passados uns bons meses, abre então o seu restaurante: Mixed Martial e, um restaurante tailandês no mercado de São Domingos de Benfica. Apesar de ter algumas mesas foco está, no entanto, no take-away e no delivery, sendo os pratos pensados para serem entregues em casa dos clientes. Os ingredientes frescos são comprados em lojas e produtores locais da freguesia, havendo um cuidado redobrado na preparação dos produtos antes de irem para a wok. Aqui a cozinha tailandesa é confecionada como mandam as tradições locais e na ementa constam pratos como o arroz frito thai com gambas (9,70 euros) ou frango (8,70 euros), o pad thai (8,70 euros – 9,20 euros), o caril verde  de gambas(12,20 euros), frango (10,20 euros) ou veggie (9,20 euros) ou o famoso arroz de ananás (7,70 euros – 9,20 euros). Existem ainda menus com prato e bebida e um molho extra, sendo que a única sobremesa vai também buscar os sabores tailandeses com uma mousse de manga, hortelã e gengibre (3 euros).

O restaurante foi pensado sobretudo com foco no take-away e delivery, apesar de ter alguns lugares sentados ©DR

Fim de temporada no D. Maria II

Praça D. Pedro IV, Lisboa. Sexta a domingo vários horários. 9-16 euros.

Para dar força aos palcos: a temporada 2020/2021 do Teatro Nacional D. Maria II encerra este fim de semana com dois espetáculos distintos: Coleção de Espetador_s, de Raquel André, e A Duquesa de Malfi, de Bruno Bravo. O primeiro espetáculo acontece entre sexta e domingo (sex e sáb 19h, dom 16h), na Sala Garrett, e é um encontro entre a artista e as testemunhas e interlocutores que se deixam afetar pela criação artística — Raquel André partilha a cena com outras pessoas e pede-lhes que contem a sua história de vida na primeira pessoa, a partir das suas histórias como espectadores. Nos mesmos dias, na Sala Estúdio, será possível assistir à encenação de Bruno Bravo de A Duquesa de Malfi, num dos espetáculos de alunos finalistas da licenciatura em Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema. O texto do dramaturgo inglês John Webster conta a história de uma Duquesa, viúva, que decide casar-se em segredo com o administrador da sua casa, de classe mais baixa (sex e sáb 19h30, dom 16h30).

“Coleção de Espectador_s” é um espetáculo de Raquel André ©DR

Poster Mostra

Várias ruas de Marvila. Até 3 de setembro. Entrada livre.

Para ver posters fora do armário lá de casa: já lá vão os tempos da era dos posters colados nas paredes do quarto em veneração a uma qualquer banda ou celebridade, a moda agora é outra e já vai na sexta edição. O Poster Mostra volta a cobrir as paredes de Marvila até 3 de setembro com posters de 20 artistas convidados de áreas tão distintas como o design, fotografia, música, desporto, ilustração ou artes plásticas, aos quais se juntam os vencedores das duas Open Calls. Entre as obras estão algumas assinadas por nomes como Adolfo Luxuria Canibal, Ricardo Quaresma, Márcia, André Carrilho, Christian Haas e Samuel Úria. O roteiro vai desde a Rua do Açúcar até à Rua Amorim — onde estarão os posters históricos da marca junto com os vencedores da Open Call Sandeman—, passando pelo Largo do Poço do Bispo.

Posters de Brígida Ribeiros e Christian Haas ©DR

Exposição “Materiais Inflamáveis: Culturas de Resistência, Médias Alternativos e Fanzines (1982-2021)”

Jardins do Palácio de Cristal, R. de Dom Manuel II, Porto. Segunda 14h às 18h, terça a sábado 10h às 13/15h às 18h. Entrada livre.

Para ver e ler com atenção: é no foyer da  Biblioteca Municipal Almeida Garrett que o Gabinete Gráfico, que integra o conglomerado de espaços do Museu da Cidade, no Porto, acolhe até 15 de agosto a exposição “Materiais Inflamáveis: Culturas de Resistência, Médias Alternativos e Fanzines (1982-2021)”. Esta é a segunda mostra do Gabinete Gráfico, depois de “Panfletarismo”, e traz à tona um conjunto de movimentos e de experimentações artísticas e independentes na cidade do Porto ao longo da década de 1980. São fanzines, réplicas de fanzines, músicas, cartazes, flyers e materiais videográficos produzidos neste período e que constituem bons exemplos de um ethos do-it-yourself e de uma estética punk que evoluiu até aos dias de hoje.

A exposição é a segunda do Gabinete Gráfico do Museu da Cidade ©DR

Rally Fish

Vários locais de Matosinhos. Até 25 de julho.

Para comer e pagar pouco por isso: até 25 de julho decorre mais uma edição do Rally Fish que junta mais de 50 restaurantes de Matosinhos nesta corrida gastronómica, onde o combustível são o peixe e o marisco sobretudo. A premissa é simples: por 3 euros apenas tem direito em cada um dos restaurantes aderentes a um petisco e um copo de vinho. Restaurantes como A Casinha, Adega Mota, Casa Laurentina, Gao, Lobo do Mar, Petisqueira Gonçalves, Pátio do Ló ou a Taberna 57 são alguns das várias dezenas de restaurantes que se juntam a este rally tascas especial, cuja lista pode ser consultada aqui. Um conselho? É preciso estômago, muita moeda trocada e um mapa.

O peixe e o marisco são a base destes petiscos do Rally Fish

Curtas de Vila do Conde

Vários locais. 16 a 25 de julho vários horários de sessões.

Para se virar para os filmes: o Curtas Vila do Conde arranca esta sexta, dia 16, e prolonga-se até 25 de julho numa edição que volta a propor um olhar transversal sobre o cinema mundial em locais como o Teatro Municipal de Vila do Conde, o Auditório Municipal e a Solar – Galeria de Arte Cinemática Contam-se 236 filmes que vão estar em exibição nesta edição onde se destaca a secção de Competição Nacional do festival, onde criaram uma rota pelo cinema contemporâneo português. Além disso, há ainda outras propostas que assentam nas sessões da secção Cinema Revisitado, com filmes de David Lynch, Billy Wilder, Matthias Müller ou Martin Arnold. No primeiro dia de festival, esta sexta, serão projetados os filmes “Mandíbulas” de Quentin Dupieux (20h30) e “Mulholland Drive” de DAvid Lynch (22h), ambos na sala um do teatro municipal. Já na sala dois passam duas curtas (22h15) de Lynne Ramsay. A programação completa pode ser consultada no site do festival, dia a dia, local por local.

“Mulholland Drive” é um dos filmes de abertura do festival

Exposição “Margens” de Sobral Centeno

Quinta de Ventozelo – Ervedosa do Douro, S. João da Pesqueira. Até 9 de setembro. 254 249 670.

Para ir ao Douro ver outras vistas: o artista Sobral Centeno assina aquela que é a primeira exposição do ciclo “Artes & Ideias em Ventozelo”, um projeto levado a cabo pela associação Amigos de Ventozelo na quinta que se dá pelo mesmo nome, no Douro. A exposição “Margens” conta com 20 obras do artista e marca o arranque de um ciclo dividido em dois eixos: o das “artes”, que vai acolher seis exposições distintas, intercaladas entre um artista plástico consagrado e um artista mais jovem; e as “ideias”, que se materializam em sete debates — as Conversas em Ventozelo — sobre o Douro e o futuro da região, dos vinhos à sustentabilidade, da gastronomia à demografia. As exposições estarão patentes na Quinta de Ventozelo durante cerca de dois meses na Quinta de Ventozelo — a de Sobral Centeno fica até 9 de setembro aberta ao público — sendo depois transferidas pelo mesmo período de tempo para o Espaço Porto Cruz, em Gaia.

O artista terá expostas duas dezenas de obras até início de setembro ©Sobral Centeno

Wool Covilhã

Vários locais da cidade.

Para ficar virado para a parede: o festival de arte urbana Wool já ficou para trás, mas a efemeridade das peças não é assim tão curta, por isso, agora que as paredes da cidade da Covilhã estão cobertas de papel de parede urbano é fazer uma visita e conhecer as obras que ficaram. Este ano o festival celebrou uma década de existência com dezenas de ações na cidade e deixou marcados quatro murais para serem agora vistos, apreciados e fotografados. O Coletivo Licuado, do Uruguai, aterrou na cidade neve com “Expedição à Serra da Estrela” (Rua do Norte), onde abordaram a 1.º Expedição Científica à Serra da Estrela, promovida em 1881 pela Sociedade de Geografia de Lisboa, que este mês de agosto celebra 140 anos e que resultou num conjunto de singulares desenvolvimentos  científicos. Também a espanhola Marta Lapeña (Rua Primeiro de Dezembro) pintou uma composição feita com objetos identitários locais que recolheu durante as várias visitas de reconhecimento ao território que se realizaram durante o período de acolhimento aos artistas. Dos artistas nacionais, houve intervenções de Daniel Eime (Rua Rui Faleiro) com “Trama” que celebra e exalta o papel anónimo da mulher na secular indústria têxtil e também de The Caver (Rua da Olivença) assinou um mural com vários elementos de temática serrana, que ganhou o nome de “Ser Serrano”.

A obra que o Coletivo Licuado deixou na cidade ©DR

Peça “Online Distortion/ Border Line(s)”

Largo Mouzinho de Albuquerque, Viseu. Sexta e sábado 21h. 7,50 euros.

Para ver contrastes de realidades: a companhia Os Pato Bravo estreia-se esta sexta e sábado no Teatro Viriato, em Viseu, com “Online Distortion/ Border Line(s)”, a mais recente criação do coletivo. Este é  um espetáculo-instalação desenvolvido a partir da experiência de uma viagem à Arménia e do cruzamento entre diferentes contextos aí vividos por Pedro Sousa Loureiro, responsável pela criação. Foi lá que contactou com o trabalho de diversas artistas plásticas feministas e com um enorme confronto urbano e rural, que trouxe e cruzou depois com o regresso a Portugal e ao contexto pandémico. A peça relaciona depois essas questões com a obra da artista plástica Cindy Sherman, procurando abordar os conceitos de feminilidade, excentricidade e insólito. O coletivo apresenta em Lisboa a mesma peça entre 21 de julho e 1 de agosto (quarta a domingo) no espaço Casa do Capitão, no Hub Criativo do Beato.

Depois da estreia em Viseu, a peça irá para Lisboa

“Nunca mais é sábado” é uma rubrica que reúne as melhores sugestões para aproveitar o fim de semana.