A Assembleia da República aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pela bancada socialista pela morte do professor universitário e antigo destacado membro do PS José Serras Gago, salientando a sua atividade “na resistência antifascista“.

Antes da leitura, da votação e do minuto de silêncio, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, fez questão de salientar a sua profunda admiração por José Serras Gago. Segundo o PS, José Carlos Serras Gago faleceu na madrugada do passado sábado, vítima de doença oncológica.

Nascido a 8 de janeiro de 1947, teve uma importante atividade política antes e depois do 25 de Abril. Da sua atividade na resistência antifascista é exemplo ter assinado, em 1969, a exposição da Comissão Promotora de Voto ao presidente do Conselho de Ministros, o artigo de que, em 1970, foi autor na revista O Tempo e o Modo sobre a crise académica em Coimbra em 1969, ou a sua atividade intelectual em França, pela mesma altura”, refere a bancada socialista.

No voto, lembra-se que Serras Gago foi docente no ISCTE e em várias outras instituições de ensino superior em Lisboa. Para o ISCTE, foi “um dos mais destacados especialistas em sistemas políticos e sondagens eleitorais” — temas que marcaram a sua atividade académica nesta e em outras instituições de ensino superior.

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Serras Gago foi sócio fundador da Associação Portuguesa de Ciência Política e autor de diversas obras e artigos científicos e políticos. Desempenhou, ainda, funções de conselheiro técnico na delegação permanente junto da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico — OCDE, em Paris.

Em 1980, 1981 e 1983 foi designado pelo PS para o Conselho de Informação da RTP, participou na iniciativa Nova Esquerda, fazendo então uma tentativa de “congresso federador da esquerda democrática“. Em 1986, integrou o MASP (Movimento de Apoio Soares à Presidência) onde foi responsável pelos estudos eleitorais. Dentro do PS, em 1989, foi um dos principais apoiantes da candidatura de Jaime Gama ao cargo de secretário-geral do PS, num congresso em que venceu Jorge Sampaio.