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Manny Pacquiao, o atleta mais famoso das Filipinas, foi nomeado por uma fação do partido no poder, o PDP-Laban, como candidato nas próximas eleições presidenciais.

Sou um lutador. Serei sempre um lutador, dentro e fora do ringue”, comentou o boxeur depois da sua escolha.

Com o recorde de maior número de títulos mundiais (oito) de boxe em divisões de peso diferentes, Pacquiao ainda não sabe que adversário terá pela frente. Não o polémico Duterte, de quem já esteve próximo, isso é certo já que a lei não lhe permite novo mandato presidencial (atingiu o máximo de seis anos). O nome de Christopher “Bong” Go já esteve em cima da mesa, o da filha de Duterte também. Nomeado por uma fação rival do mesmo partido para concorrer ao cargo de Presidente,  Christopher Go afirmou não querer suceder a Rodrigo Duterte.

As sondagens davam vantagem clara à filha do atual Presidente, surgindo assim como a candidata mais provável.  No entanto, de acordo com a agência Reuters, Sara Duterte-Caprio não pretende entrar na corrida, preferindo candidatar-se a novo mandato de prefeita da cidade de Davao. Argumentou que não quer concorrer a uma posição no governo nas mesmas eleições do seu pai, apesar de as dois processos decorrerem em separado, segundo o Inquirer. Rodrigo Duterte pretende concorrer a vice-presidente, numa candidatura que está a ser vista pelos adversários como uma forma de se manter no poder, de acordo com a BBC.

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Ou seja, a fação do partido PDP-Laban que apoia Duterte não tem, assim, de momento, um candidato para a presidência das Filipinas, sendo que ainda não é claro qual das fações do partido do atual governo será reconhecida pela Comissão Eleitoral das Filipinas.

Em julho, Pacquio, o líder do partido, tornou claro o seu afastamento de Duterte ao criticar a posição do seu colega de partido em relação à China e o seu histórico no combate à corrupção.  O senador e boxeur afirmou, também, que mais de 169 milhões de euros (cerca de 10 mil milhões de pesos) em ajudas destinadas ao combate à pandemia de Covid-19 desapareceram, diz o The Guardian.

As acusações de Pacquio levaram a uma investigação por parte do parlamento filipino, de uma alegada sobrevalorização económica de material e equipamento médico, adquirido para fazer frente à Covid-19.

Manny Pacquiao é uma figura importante do país do Sudeste Asiático devido ao enorme sucesso na sua carreira de boxe e a sua campanha tem sido marcada sobretudo por promessas de combate à pobreza e à corrupção. No entanto, as sondagens apontam para uma vantagem de Sara Duterte-Carpio, apesar de esta se ter demarcado de uma possível candidatura.