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Oficina da Esquina

Avenida Infante D. Henrique, Angra do Heroísmo, Açores. Terça a sexta das 12h às 15h; sábados das 13h às 15h e domingos das 13h às 16h /jantares: terça a sábado das 19h às 23h. Reservas: 295 101 522.

Para agitar as águas da ilha: a ligação de Vítor Sobral aos Açores não se ficou pelas viagens de lazer e trabalho que fez ao longo dos últimos 25 anos, isto porque o chef quis deixar marca em solo açoriano e não fez mais nada — abriu um restaurante. A Oficina da Esquina, em Angra do Heroísmo, está inserida no hotel The Shipyard, com uma proposta gastronómica muito ligada ao mar, com o peixe fresco, pescado no dia, a ser a estrela da companhia. Mas há mais: tártaros, marinados, moquecas e arrozes de peixe são algumas das propostas do chef, sendo a quase totalidade dos produtos usados proveniente dos Açores.  Nas carnes há, por exemplo, bochechas de porco, língua de vaca e chispe de porco,  tártaro de novilho, e para rematar a refeição vale a pena deitar o olho e a boca aos queijos da ilha. No que diz respeito à carta de vinhos, esta está focada nos vinhos nacionais, em particular nos açorianos. Numa escapadinha aos Açores, é de ir a conhecer as novidades.

O chef vai privilegiar os produtos dos Açores na confeção dos pratos no novo restaurante

SOLO

Parque Urbano da Quinta da Granja, Lisboa. 16 e 17 de outubro 09h às 18h.

Para ser amigo do ambiente: “Para plantar o futuro” é o mote desta que é a primeira edição do SOLO, um festival de dois dias que propõe uma programação cultural e desportiva, experiências mindfulness, workshops e apresentação de projetos de sensibilização ambiental com atividades dedicadas a toda a família. Acontece este sábado e domingo no Parque Urbano da Quinta da Granja, em Benfica, e tem como principal objetivo convida o público a escutar o meio ambiente em que vive e a evoluir com ele, respeitando-o. Ao longo dos dois dias, haverá um mercado de produtores biológicos (09h – 15h) e a a chamada Feira Fertil, um mercado de projetos e ideias para a sustentabilidade que está disponível em permanência durante o horário do próprio evento. Além disso, pode contar com aulas de tai chi chuan e yoga para adultos e crianças, visitas guiadas pelo bairro, um passeio botânico, espetáculos infantis — “Oceano” de Ainhoa Vidal e “As árvores não têm pernas para andar” de Joana Gama —,  workshops a cargo da loja Maria Granel sobre desperdício na cozinha, cosmética sustentável ou vermicompostagem. Além disso, há ainda concertos de Filho da Mãe (dia 16) e dos Cais Sodré Funk Connection (17 ).

Os Cais Sodré Funk Connection atuam no domingo no festival em Benfica

Oktober Festa

Vários locais de Marvila e na Oitava Colina no Cabo Ruivo. 16 e 17 de outubro 13h às 02h.

Para regar o fim de semana: já se sabe que outubro é mês da cerveja e é bem provável que a cada fim de semana se tropece em mais um festival dedicado à bebida. É o caso. Este sábado e domingo está de volta a Oktober Festa, numa edição que além de Marvila se estende ao Cabo Ruivo, mais uma vez numa iniciativa Lisbon Beer Department — a congregação de três empresas cervejeiras, a Dois Corvos, a Lince e a MUSA, às quais se juntaram a Bolina e a 8a Colina— que mistura cerveja com a música, e o currywurst com o chouriço assado. Durante dois dias estão à prova mais de cinquenta variedades de cerveja on tap, com especial destaque para a cerveja colaborativa feita entre as cinco marcas e para as cervejeiras que cada uma convidou para estarem presentes neste fim de semana. O evento decorre nas respetivas tap rooms das cervejeiras que organizam o evento, sendo que no dia 16, a Oktober Festa arranca ao sabor de uma feijoada de choco e, no dia 17, ao sabor de uma cachupa. E para empurrar o que se vai bebendo há DJ sets e concertos de David e Miguel, Progressivu, Luís Severo, Hélio Morais, Mike El Nite, Rapaz Ego, Hipster Pimba, Jetro Tuga e Filipe Karlson (horários a anunciar em breve no Instagram do Lisbon Beer Department).

O festival acontece nas tap rooms de cada cervejeira participante ©Ana Viotti

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Recreio

LX Factory e Village Underground. 15 e 16 de outubro.  6-18  euros.

Para fingir que voltou à escola: a campainha tocou para sair e está na hora do Recreio, o festival que junta humor, música, novo circo e poesia, a acontecer esta sexta e sábado no Lx Factory e no Village Underground, os dois pátios para brincar aos intervalos. O festival abre na sexta com nomes como Joana Marques e Mariana Cabral (Bumba na Fofinha) num espetáculo já esgotado, mas segue pela noite dentro com DJ set de Rai (Incógnito) e Pedro Ramos (Lux), dois “Colegas de Carteira” com reunião marcada para as 22h30. Às 23h há ainda um Late Night Show de stand up comedy  com Carlos Pereira, Tiago Almeida, Luana do Bem e Guilherme Duarte. No sábado, 16, o dia arranca com a Orquestra de Cordas do Festival Música Júnior (10h30), segue comum espetáculo de novo circo “A pele que há em mim” (12h) e “Contigo” (18h). Às 19h, Miguel Luz estreia-se ao vivo com o seu podcast Janela Aberta e o encerramento do Recreio cabe ao espetáculo “Deixem o Pimba em Paz”, com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, numa sessão com lotação esgotada. Há também espetáculos de entrada livre, é o caso do Poetry Esemble (dia 15, 22h),  a estreia ao vivo do inovador projeto musical Skoola (dia 16, 18h) e a atuação de Batida  “1 Dj e 1 microfone” (dia 16, 21h). Os bilhetes estão à venda no site.

A atuação da Banda Skoola será um dos momentos de entrada livre do Recreio

Espetáculo “Brasa”

Rua de São Lázaro, 72, Lisboa. Até 17 de outubro 21h. 10 euros.

Para ver teatro fora dele: até domingo, dia 17, está em cena nas Carpintarias de São Lázaro o espetáculo “Brasa” do encenador e ator Tiago Cadete. A peça aborda a temática do processo migratório, entre Portugal e Brasil, onde os atores partilham as suas próprias experiências como migrantes e é lançado um olhar crítico sobre a relação histórica entre os dois países. Quem são esses novos migrantes brasileiros e portugueses? Que desejos têm quando decidem migrar? São questões a que Tiago Cadete vai tentar encontrar resposta ao longo do espetáculo.

Menu de aniversário Sála

Rua dos Bacalhoeiros, 103, Lisboa. Terça a sábado 12h30 às 15h, 19h às 22h30. 90 euros.

Para apagar as velas à mesa: João Sá abriu o seu Sála há três anos e para celebrar mais um marco na história do restaurante, que fica no Campo das Cebolas, o chef decidiu presentear os clientes com um menu especial de aniversário que vai ficar disponível até 3 de novembro. O menu Retrospetiva é, nada mais nada menos, que um apanhado dos pratos que mais sucesso fizeram ao longo destes últimos três anos. O menu de degustação divide-se em nove momentos distintos e leva à mesa pratos como tarte à Bulhão pato, um bao de porco preto alentejano com amêijoas, um croissant de batata, uma barriga de atum, gamba do Algarve e moqueca ou o icónico arroz de polvo. As sobremesas dividem-se também em dois momentos — um doce de chocolate e cogumelos nas suas mais variadas formas, e uma interpretação do chef daquilo que é um café um pastel de nata. O menu Retrospetiva custa 90 euros, sem bebidas, e é servido apenas aos jantares.

O menu está disponível apenas aos jantares

Um clássico no Coliseu do Porto

Rua Passos Manuel, 137 (Porto). Domingo, 17h30. Bilhetes: dos 10h€ aos 60€

Para celebrar um livro e um filme com música ao vivo: em 2021 faz 150 anos que o escritor Júlio Dinis desapareceu, depois da Feira do livro do Porto lhe ter dedicado esta edição, é a vez do Coliseu do Porto levar ao palco um dos seus romances, “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, em formato concerto. A iniciativa, marcada para este domingo às 17h30, assinala também o centenário da estreia do filme português mudo, realizado por Georges Pallu, que se baseia neste mesmo romance. Ao vivo, um octeto de solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigido pelo maestro Cesário Costa, irá interpretar a partitura original do compositor Armando Leça, recuperada por uma equipa de musicólogos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

O centenário de um filme português baseado numa obra literária histórica aguçam o apetite para este concerto imponente no palco do Coliseu

Festival Internacional de Marionetas do Porto

Vários locais do Porto e Matosinhos. Até 24 de outubro. Bilhetes: a partir dos 10€

Para aprender a rir da vida: 21 espetáculos, 12 nacionais e 9 internacionais, 31 performances e artistas vindos da Bélgica, Espanha, Itália, Croácia, Alemanha ou França. O Festival Internacional de Marionetas do Porto está de regresso e a programação arranca esta sexta-feira no Teatro Rivoli, com a peça “Le pas grand chose”, do artista de circo Johann Le Guillerm, e é mesmo para todos os gostos idades. Entre uma conferência animada à volta dos objetos, a um espetáculo que cruza a dança e as artes visuais para os mais novos, passando pelo discursos dos mais carismáticos orados políticos do século XX personificados em marionetas, há muito para descobrir na programação. Esta edição tem como novidade as novas moradas para as apresentações, que além do Teatro Municipal do Porto, o Círculo Católicos dos Operários e a Sonoscopia, também passarão pela Casa da Música, pelo Coliseu, pela Central Elétrica e pelo teatro Constantino Nery, em Matosinhos.

As marionetas voltam a ocupar os palcos da cidade e prometem animar toda a família numa programação recheada de novidades

Blind

Rua de Entreparedes, 40 (Porto). Reservas: 22 600 1580. Sábado e domingo, das 12h30 às 15h30; das 19h30 às 22h30. Experiência de 10 momentos: 110€/pessoa; experiência de 8 momentos 90€/pessoa.

Para uma refeição às cegas: o Blind é o restaurante do hotel Torel Palace Porto e o chef estrelado Vítor Matos é que comanda a experiência gastronómica. O conceito é um tributo à obra de José Saramago “Ensaio Sobre a Cegueira”, onde o cliente prova literalmente de olhos vendados um novo menu de degustação com pratos que variam a cada dia. Manteiga dos Açores em forma de uma vela, espuma de alho francês, gamba rosa, gema de ovo curada e óleo de funcho, Sapateira e caviar com melancia e laranja, borrego ou o xerém de crustáceos, carabineiro, óleo de coentros e molho das cabeças, que é uma homenagem à chef algarvia Noélia Jerónimo, são apenas alguns exemplos do que pode provar. O espaço tem lotação para 12 lugares numa sala privada e a experiência, que tem a possibilidade de harmonização vínica, deve ser saboreada com tempo, uma vez que dura entre 2h30 a três horas.

De olhos vendados, saboreie as propostas do chef Vítor Matos numa experiência gastronómica que promete apurar todos os sentidos

Museu Municipal Amadeo Souza-Cardoso

Alameda Teixeira de Pascoaes (Amarante). Até 31 de dezembro. Entrada: 1€

Para ver arte com sotaque espanhol: “Pinturas Partilhadas” é o nome da exposição que junta pela primeira vez em Portugal, mais precisamente em Amarante, o pintor Jorge Galindo e o realizado pedro Almodóvar. A colaboração criativa entre ambos começou na encomenda de um desenho que o cineasta fez ao pintor para o filme “Dor e Glória” (2019), Jorge Galindo inspirou-se nos vasos de flores que tinha nas proximidades e esboçou os primeiros estudos em aguarela, peças que podem ser vistas agora em território nacional. A partir das fotografias de Almodóvar, trabalharam em telas de grande formato, servindo-se de cores fortes, tons que o realizador espanhol não usa nos seus filmes.

Dois dos maiores talentos espanhóis juntam-se numa exposição colorida e inédita em Portugal

Baile Maracujália

Casa da Arquitetura, Av. Menéres, 456 (Matosinhos). Sexta e sábado, das 16h às 00h. Bilhetes: de 10,70€ às 20, 40€

Para dançar num mini festival a céu aberto: a Oiôba é uma marca de biquínis portuguesa inspirada no Rio de Janeiro que não quis ficar apenas pela moda e tornou-se promotora de algumas das festas mais interessantes do Porto. Depois do período pandémico, os Bailes da Maracujália estão de regresso este fim de semana num formato de mini festival. Durante dois dias cerca de uma dezena de Dj’s, nacionais e internacionais, prometem muitas horas de dança na zona exterior da Casa da Arquitetura, em Matosinhos. Num dos pavilhões do edifício estará o Oiôba Art Room, uma exposição coletiva com 20 artistas e projetos emergentes nacionais na área da escultura, pintura, design, fotografia, vestuário, street art ou joalharia. A ilustradora Ana Types, a pintora Teresa Taveira, o artista urbano Fedor ou a marca de acessórios Molly Moks são apenas algumas das assinaturas que vai poder conhecer ao vivo e a cores.

Pormenor da Casa da Arquitetura, em Matosinhos, 14 de novembro 2017. Criada em 2007, a Casa da Arquitetura, é uma entidade cultural sem fins lucrativos e que cria e programa conteúdos para a divulgação da arquitetura junto da sociedade. MANUEL ARAÚJO/LUSA

Depois do isolamento, os Bailes da Maracujália estão de volta à Casa da Arquitetura com música e uma exposição coletiva

Clubedo

Vários locais no Porto. Até 9 de novembro. Bilhetes: entre 3€ a 5€

Para ouvir jazz em moradas diferentes: a Associação Porta-Jazz foi criada em 2010 com o propósito de ser um polo de encontro para músicos de jazz do Porto, com ela nasceu também um festival homónimo anual que, desde a primeira edição privilegia projetos originais, e ainda uma editora própria. O Clubedo, uma espécie de romaria onde a música ocupa várias moradas da cidade, surgiu em 2018 e nesta terceira edição conta com 30 músicos, nacionais e internacionais, e 10 concertos distribuídos por espaços como o cinema Passos Manuel, Maus Hábitos ou Hot Five. Até dia 9 de novembro, haverá duos improvisados, estreias absolutas e lançamentos de novos trabalhos da cena jazzística. Este sábado, pelas 19h, é a vez da dupla internacional “Duot”, com Albert Cirera e Ramon Pratz, irá encher o espaço Mira, em Campanhã.

A Porta Jazz surgiu no Porto em 2010 e tem apoiado talentos emergentes da música