A sustentabilidade é um conceito em voga nos dias de hoje, mas será que todos estamos conscientes do que significa? Para além das questões relacionadas com a crescente preocupação com o ambiente, a palavra adquire novas dimensões com cada vez mais pessoas a assumirem uma forma de estar sustentável e a refletir esta filosofia nas suas opções de consumo. As marcas seguindo esta tendência aproximam-se do conceito de sustentabilidade, posicionando-se como socialmente responsáveis e amigas do ambiente.

O significado da sustentabilidade tem sido amplamente discutido, mas muito pouco compreendido na sua verdadeira dimensão. Inicialmente surgiu associado ao ambiente, ou seja, à capacidade dos ecossistemas se recuperarem e se reproduzirem perante agressões externas.

Mais tarde começou a ser aplicado à economia perante a constatação de que os recursos do planeta são escassos, dando origem à expressão desenvolvimento sustentável que alerta para o facto de nada justificar que os avanços económicos e tecnológicos possam destruir o planeta e colocar em causa o futuro das gerações vindouras.

Por fim, a sustentabilidade começou também a ser encarada no prisma da dimensão social sob a premissa de que para uma sociedade mais saudável é necessário combater as desigualdades sociais. As três dimensões da sustentabilidade – ambiental, económica e social – devem interagir de forma equilibrada para que o desenvolvimento humano e o crescimento económico sejam compatíveis com a preservação do meio ambiente.

O combate às alterações climáticas é um desafio para a humanidade e não pode (nem deve) ser ignorado. Os biocombustíveis permitem dar um passo sólido em direção à sustentabilidade energética de longo prazo com o bónus de contribuírem para uma menor emissão de dióxido de carbono, o grande responsável pela elevação do efeito de estufa que afeta drasticamente o equilíbrio do planeta e contribui para o aquecimento global.

Infografia: Joana Figueirôa

Mas afinal o que são os biocombustíveis?

Os biocombustíveis são um tipo de combustível derivado da biomassa e podem substituir, parcial ou totalmente, os combustíveis derivados de petróleo e gás natural. Podem ser utilizados para motores a combustão que utilizam biocombustíveis puros ou combinados com petróleo refinado para uso em motores a diesel, diminuindo a dependência dos chamados combustíveis fósseis.

De acordo com as matérias-primas utilizadas, os biocombustíveis podem ser designados convencionais ou de primeira geração, com origem sobretudo a partir de culturas agrícolas alimentares para consumo humano ou animal (por exemplo, cereais, cana-de-açúcar, beterraba açucareira e sementes oleaginosas) ou biocombustíveis avançados, denominados de segunda e terceira geração produzidos a partir de resíduos ou detritos.

O biodiesel substitui o gasóleo e o bioetanol é uma alternativa à gasolina. Os óleos alimentares que são utilizados em casa podem ser utilizados como matéria-prima para a produção de biodiesel. A alternativa sustentável tem sido também uma aposta em Portugal. A reciclagem de óleos alimentares usados assume importância acrescida e para incitar os portugueses a darem uma nova vida a estes desperdícios que, por norma, vão parar aos esgotos e poluem as águas, foi lançado um projeto pela PRIO em que foram distribuídos oleões de norte a sul de Portugal.

Legislação para proteger o ambiente

Para que atitudes amigas do ambiente não passem em branco, a legislação europeia implementou políticas de incentivo ao uso e produção de energias renováveis. As normas estabelecem para todos os Estados membros metas obrigatórias de incorporação de 14% de energias renováveis nos transportes em 2030. No entanto, cada Estado membro tem a liberdade de definir as suas metas para alcançar os objetivos impostos. Os biocombustíveis assumem-se como uma aposta óbvia por terem a possibilidade de serem utilizados em veículos que já se encontram em circulação. No entanto, é necessário deixar um alerta que está igualmente previsto nas normas legislativas: a sustentabilidade dos biocombustíveis só pode ser assegurada se não afetar a produção contínua de alimentos nem contribuir para a desflorestação.

Prio na vanguarda dos biocombustíveis

Em sintonia com as metas estabelecidas para proteger o planeta, a Prio tem estado na vanguarda dos biocombustíveis. A PRIO é a maior produtora de biocombustíveis em Portugal, produzindo-os a partir de matérias-primas residuais, como a reciclagem de óleos alimentares usados.  Através dessa produção, contribui para cerca de 1/3 das emissões de CO2 evitadas na mobilidade em Portugal. Para assegurar o escoamento desses biocombustíveis, opera e abastece uma rede de mais de 250 estações de serviço de Norte a Sul de Portugal.

Localizada no Porto de Aveiro, a unidade de produção de biodiesel da Prio tem capacidade para 113 880 toneladas por ano e um laboratório de controlo da qualidade que funciona 24 horas por dia. Em colaboração com múltiplas instituições de investigação e desenvolvimento, a Prio tem desenvolvido testes com o apoio de diversas universidades que têm relevado bons resultados atestados pela satisfação dos consumidores com o biodiesel desta marca. Produzido segundo as mais avançadas tecnologias, que garantem a qualidade do produto final, os elevados padrões de qualidade permitem não apenas cumprir a Norma Europeia de Qualidade EN14214, mas garantir um produto com especificações mais exigentes. É assim que a empresa garante que qualquer motor diesel movido a Biodiesel PRIO mantém o seu desempenho, diminuindo ao mesmo tempo o seu impacto no meio ambiente. Desde 2010 que todo o gasóleo rodoviário comercializado em Portugal conta com incorporação de biodiesel para cumprimentos das metas europeias, sendo que em 2022 a meta é de 11% em teor energético.

Na fábrica de Aveiro é também produzido biodiesel destinado a frotas de navio que queiram reduzir a pegada ecológica sem necessidade de investimento adicional na adaptação do combustível aos motores dos navios. O setor marítimo é uma das principais fontes de emissões de gases de efeitos de estufa, sendo responsável por cerca de 3% do total de emissões de CO2. Estima-se que o consumo de combustível global do setor seja de 330 milhões de toneladas anuais, superior ao da aviação e mais do dobro do utilizado pelo transporte rodoviário de mercadorias.

Em todos os setores em que opera a Prio Biocombustíveis, que se associou ao Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, compromete-se a adotar normas e práticas alinhadas com padrões de gestão éticos, sociais, ambientais e de qualidade para contribuir para um mundo mais sustentável.

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