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Cavalos, tecnologia e arte ao serviço da moda. De Nova Iorque a Paris, os destaques das Semanas de Moda outono/inverno 2023/24

Este artigo tem mais de 6 meses

Cenários fantásticos, novos protagonistas e muita criatividade são ingredientes de um mês de propostas para o próximo inverno, apresentadas nas quatro capitais da moda. Aqui ficam os momentos chave.

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No desfile de Stella McCartney pode dizer-se que o "catwalk" foi acompanhado pelo "horsewalk" e as modelos dividiram a passerelle com cavalos

WWD via Getty Images

No desfile de Stella McCartney pode dizer-se que o "catwalk" foi acompanhado pelo "horsewalk" e as modelos dividiram a passerelle com cavalos

WWD via Getty Images

A semana de moda de Nova Iorque arrancou a 10 de fevereiro, sete dias mais tarde acendiam-se as luzes das passerelles em Londres, no dia 21 começou o espetáculo em Milão e no dia 27 entrámos na reta final desta maratona de coleções outono/inverno 2023/24 em Paris. A linha da meta está no dia 7 de março e ao fim de um mês inteiro de coleções, eventos, entrevistas, celebridades e muita criatividade o que fica na memória? Aqui fica uma breve compilação de alguns dos momentos que marcaram estas últimas semanas.

Os cenários onde queríamos ter estado

Stella McCartney escolheu para morada do seu desfile o Arsenal da Escola Militar, em Paris, e por um forte motivo. A passerelle tomou conta da arena e as modelos dividiram protagonismo com um grupo de cavalos brancos e o seu “encantador”, Jean-François Pignon, segundo conta Vogue. A criadora britânica inspirou-se nas suas memórias familiares com cavalos e criou uma coleção onde estes animais têm uma forte presença, misturada com uma estética militar, sempre com a feminilidade prática característica da marca.

Será seguro dizer que a artista portuguesa Joana Vasconcelos foi uma das figuras da semana de moda de Paris. A artista criou uma peça de arte para o espaço do desfile, mas a sua Valquíria foi mesmo o cenário de todo o evento. A coleção de Maria Grazia Chiuri teve três musas inspiradoras, Catherine Dior, Édith Piaf e Juliette Gréco, e pintou a clássica silhueta dos anos 1950, tão característica da casa Dior, com pinceladas de cores primárias. A Dior proporciona-nos uma visita pela instalação da artista num pequeno vídeo ao som de Édith Piaf, que pode ser visto aqui. Chiuri partilhou na sua conta de Instagram um vídeo de bastidores de Joana Vasconcelos durante a realização da peça.

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Quando a tecnologia ajudou a montar o espetáculo

A marca que na estação passada pôs as redes sociais a vibrar com um vestido de spray criado no corpo da modelo Bella Hadid em plena passerelle, voltou a chamar a atenção com um elemento inesperado. O desfile Coperni contou com cães robot e uma nova performance. O palco foi o Théâtre National de la Danse e a dupla ao leme da marca, Sébastien Meyer e Arnaud Vaillant, inspirou-se na fábula “O Lobo e o Cordeiro”, de la Fontaine. Coube a cinco figuras robóticas assumir o papel de lobos na história desta coleção, interagindo com as modelos e com o público da primeira fila.

Kunihiko Morinaga conseguiu um dos momentos Uau! desta estação. A coleção da sua marca Anrealage foi criada com tecidos que se alteravam perante luz ultravioleta. A apresentação aconteceu no palco de um teatro do século XIX, na Place de la Madeleine, em Paris. As modelos entravam em palco assumiam um lugar fixo, onde uma luz deslizava na vertical alterando a cor das peças de roupa. Como se pode ver no vídeo em baixo.

Tendência “mais é mais”

Segundo a lógica da moda, perante os momentos de crise a moda revela o seu lado mais exuberante. Algumas marcas decidiram seguir esta ideia e houve passerelles que se transformaram num banquete visual. As irmãs Sarah e Laura Mulleavy, fundadoras da Rodarte, fizeram isso mesmo. Criaram um cenário com mesas postas, em prateado total, entre as quais as modelos desfilaram uma coleção que começou um preto integral, mas depressa revelou uma riqueza de cores e tecidos. Ainda em Nova Iorque, também o criador Thom Browne, (que pode ainda não ser um nome muito conhecido por cá, mas é já um veterano e vale a pena registar) desafiou alguns limites. Colocou um avião e os planetas na passerelle como cenário e as criações transportaram a audiência para um imaginário muito especial. Vestidos tubo longos com estampados, há looks compostos por várias peças em jogos de tweeds e padrões em tons de cinza e peças de alfaiataria que parecem puzzles. A coleção pode ser vista aqui.

Homenagens aos mestres

Sarah Burton ocupou o lugar de Alexander McQueen à frente da marca homónima desde a morte do fundador e tem, desde 2010, mantido os altos padrões a que o irreverente designer habituou o público. Esta mais recente coleção traz especialmente à memória o estilo de McQueen. “Com calças alongadas e alfaiataria ultra rigorosa, Sarah Burton reinventa as formas da era Alexander McQueen”, escreveu a crítica Suzy Menkes na sua conta de Instagram, depois de falar com a criadora. A coleção chama-se “Anatomia” e o vídeo pode ser visto aqui.

Paco Rabanne morreu no início do mês de fevereiro e reavivou as memórias esquecidas do seu legado, onde metais inesperados, formas geométricas e uma boa dose de irreverência se misturaram para romper padrões na década de 1960. Para o próximo outono/inverno, o designer Julien Dossena, ao leme da marca, criou uma coleção que traz o legado de Rabanne para a atualidade e que a marca diz ser “uma homenagem à sua criatividade inabalável, espírito inovador e aplicação do não convencional. Este é o passado, o presente e o futuro de Paco Rabanne”.

Os novatos e estreantes desta estação

Em Londres teve lugar a muito aguardada primeira coleção de Daniel Lee na mítica Burberry. Depois de uma nova campanha e de um novo logo, chegou a vez do novo designer apresentar a nova coleção. Importa lembrar que mais do que uma marca de moda, tornou-se numa embaixadora do estilo britânico. O inglês que esteve na Bottega Veneta regressou às suas origens e trouxe para a coleção o logo (em vários tamanhos), o xadrez, os impermeáveis e ainda mais uns símbolos, como por exemplo patos e rosas. Veremos se é suficientemente british.

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Burberry, Nina Ricci, Off-White e Anne Demeulemeester

WWD via Getty Images

Em Paris houve três estreias. Harris Reed estreou-se na Nina Ricci. O jovem de nacionalidade britânica e norte-americana tem apenas 26, mas já um sucesso com a sua marca própria entre muitas celebridades, como por exemplo Harry Styles, e agora levou as cores e formas exuberantes para a casa francesa. Ibrahim Kamara apresentou a sua primeira coleção a solo para a Off-White, uma vez que a anterior ainda tinha sido começada pelo fundador, Virgil Abloh, que morreu em novembro de 2021. O desfile reuniu inspirações das suas raízes na Serra Leoa, a cena noturna de Londres, alguma ficção científica, o trabalho de Abloh e foi a resposta que o próprio encontrou para a pergunta: “O que usarias no espaço se fosses um rapaz que gosta de rap e é cool?”

Na marca Anne Demeulemeester apresentou-se Ludovic de Saint Sernin. A fundadora, uma dos “seis de Antuérpia”, deixou a sua própria marca em 2013 e agora o novo homem ao leme da marca recupera o seu estilo de assinatura numa coleção feminina e masculina pautada pela simplicidade. “Se alguma vez uma marca foi preparada para um ressurgimento, é Anne Demeulemeester, avatar da alienação poética dos anos 1990 e alfaiate do tipo de angústia elegante que parece perfeitamente adequado ao momento atual”, escreveu a diretora de moda do New York Times.

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