A presidência em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), atualmente de São Tomé e Príncipe, apelou esta terça-feira ao “respeito pelos princípios do Estado de direito democrático e da separação de poderes” na Guiné-Bissau.

Num comunicado emitido pelo gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades daquele país, Gareth Haddad do Espírito Santo Guadalupe, começa por referir que “acompanha com preocupação os recentes acontecimento na Guiné-Bissau, envolvendo as forças de defesa e segurança daquele Estado-membro”.

A CPLP, através do chefe da diplomacia do país que ocupa a presidência rotativa, vem “apelar ao respeito dos princípios do Estado de direito democrático e da separação de poderes, particularmente, o da independência da justiça, conforme consagrados na sua respetiva Lei fundamental”.

Na nota, apela a “um maior engajamento na consolidação da estabilidade política e institucional” da parte de “todos os atores políticos” da Guiné-Bissau.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A presidência da CPLP, comunidade que junta Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Timor-Leste, sublinha também que “renova a sua profunda solidariedade para com o povo da República da Guiné-Bissau e as suas instituições democráticas e legalmente constituídas”.

A Guiné-Bissau, enquanto um dos nove estados-membros da CPLP, deverá suceder a São Tomé e Príncipe na presidência desta organização em 2025.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou na segunda-feira a dissolução do parlamento, justificando a decisão com a grave crise institucional no país, na sequência de confrontos entre forças de segurança, que considerou “um golpe de Estado”.

Presidente da Guiné-Bissau dissolve o Parlamento. Primeiro-ministro continua em funções e acumula Finanças