1248,8kWh poupados 1248,8 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Primeira-ministra italiana investigada devido à libertação de um polícia líbio procurado pelo Tribunal Penal Internacional

Este artigo tem mais de 1 ano

Georgia Meloni é suspeita de peculato e cumplicidade no caso da (polémica) libertação de um criminoso de guerra líbio. "Não vou permitir que me intimidem", reagiu a primeira-ministra italiana.

epa11731237 Italian Prime Minister Giorgia Meloni waves as she arrives to lay a wreath at the General Jose de San Martin monument in Buenos Aires, Argentina, 20 November 2024. Meloni is on her first official visit to Argentina after participating in the G20 leaders' summit in Rio de Janeiro.  EPA/JUAN IGNACIO RONCORONI
i

JUAN IGNACIO RONCORONI/EPA

JUAN IGNACIO RONCORONI/EPA

A primeira-ministra italiana, Georgia Meloni, está a ser investigada pela justiça italiana devido à libertação inesperada de um polícia líbio procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), avança a agência Reuters.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Meloni revelou que está a ser investigada por um alegado crime de peculato e de auxílio e cumplicidade com um crime ligado ao caso.

Osama Elmasry Njeem, também conhecido como Osama Almasri Njeem, foi libertado na semana passada depois de ser detido, alguns dias antes, ao abrigo um mandado de prisão emitido pelo TPI. É suspeito de ter cometido crimes contra a humanidade.

Há dois dias, quando confrontada com a libertação, Meloni tinha dito que a mesma fora decretada pelo Tribunal de Recurso de Roma e não por ordem do governo italiano. No entanto, o TPI alega que não foi consultado sobre a decisão de libertar Elmasry Njeem e exigiu explicações a Itália.

[Já saiu o sexto e último episódio de “A Caça ao Estripador de Lisboa”, o novo Podcast Plus do Observador que conta a conturbada investigação ao assassino em série que há 30 anos aterrorizou o país e desafiou a PJ. Uma história de pistas falsas, escutas surpreendentes e armadilhas perigosas. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro, aqui o quarto e aqui o quinto episódio]

Apesar de estar a ser alvo de uma investigação, a primeira-ministra não tem obrigação de renunciar (tal como acontece em Portugal). E Meloni já deu a entender que não o fará. “Não serei chantageada, não vou permitir que me intimidem, e é por isso que sou, digamos, incómoda para aqueles que não querem que a Itália mude e se torne melhor”, disse Meloni, num vídeo publicado no Facebook. Para além de Meloni, a justiça italiana está também a investigar o ministro da Justiça, Carlo Nordio, o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, e o subsecretário do gabinete para assuntos de informações, Alfredo Mantovano.

Itália liberta e, logo a seguir, deporta general líbio suspeito de crimes de guerra por “perigo social”

O polícia líbio Osama Njeem é suspeito de ter liderado o centro de detenção de Mitiga, em Tripoli, onde foram cometidos vários crimes contra a humanidade — como homicídios, violações e tortura, pelo menos desde fevereiro de 2015, de acordo com o mandado de detenção do TPI.

O líbio foi detido no dia 18 num hotel em Turim e libertado na terça-feira e deportado para Tripoli, num avião dos serviços secretos italianos. O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, explicou, na quinta-feira, que o procedimento normal para prender alguém procurado por um mandado do TPI não foi seguido, levando o Tribunal de Recurso de Roma a ordenar a libertação.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.