No final de agosto de 2022, Maria, a mãe de Nastya Buryk, ouviu o que descreveu como uma “notícia horrível”: “A sua filha tem cancro”. A partir desse dia, começou a viver numa “realidade paralela” onde a principal missão era “não desistir”. No caminho de esperança para uma cura, a família deixou a Odessa, região ucraniana de onde era natural, e mudou-se para Israel. Nastya, a mãe, a avó Lena e dois irmãos, Kostyantyn de 9 anos e Illia de 13 anos, morreram na semana passada num ataque iraniano que atingiu a cidade israelita de Bat Yam.
Nastya Buryk, que agora tinha sete anos, foi diagnosticada com uma leucemina linfoblástica aguda, uma doença maligna do sangue, no verão de 2022. Chegou a fazer quimioterapia na Ucrânia e a registar melhorias, mas teve uma recaída. De acordo com o The Telegraph, a família procurou tratamentos médicos mais especializados e aterrou em Israel, com a viagem a ser possível graças a doações.
Uma vez em solo israelita, Nastya Buryk foi submetida a um transplante de medula óssea. Mas o procedimento não resultou. “Sim, estamos novamente no limite. Sim, o transplante não ajudou”, confirmou a mãe, em publicações nas redes sociais, segundo o Daily Mail. Os dois irmãos da menina, Kostyantyn e Illia, também se tinham mudado para Israel e frequentavam uma escola local.
O pai de Nastya Buryk, Artem, não acompanhou a família na mudança para Israel porque luta pela Ucrânia contra as forças russas desde 2022. Faz parte da 95.ª Brigada de Assalto Aéreo ucraniana e chegou a gravar vídeos na frente de batalha, escreve o The Telegraph, para apelar a doações para cobrir os custos dos tratamentos da filha.
A família acreditaria que estaria mais segura em Israel do que em Odessa, região que tem sido bombardeada pelas forças russas. Esta sexta-feira, por exemplo, um ataque russo “massivo” com drones atingiu vários prédios nessa zona e matou pelo menos um civil e deixou outros 14 feridos, incluindo três bombeiros.
O Presidente de Israel, Isaac Herzog, reagiu à morte da família na rede social X, apresentando as condolências ao pai de Nastya Buryk, bem como a todos os que conheciam as vítimas. “O mundo tem de condenar os crimes indefensáveis do Irão — e ficar ao lado de Israel contra o Império do Mal de Teerão”, defendeu o líder israelita.
Seven-year-old Ukrainian girl, Nastia Borik, came to Israel from Odessa to receive life-saving treatment at one Israel's best hospitals.
She came seeking life.
Instead, she was murdered — along with her mother Maria, her young cousins Konstantin and Ilya, and her grandmother… pic.twitter.com/CS5iK2JsZi
— יצחק הרצוג Isaac Herzog (@Isaac_Herzog) June 18, 2025
Do lado ucraniano, Andriy Yermak, chefe de gabinete da presidência da Ucrânia, também confirmou a morte da criança ao site Ukraine National News.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 5.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]