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O sabonete Patti, a água-de-colónia Lavanda, a pasta dentrífica Superba e o pó-de-arroz Madrigal — hoje, a história da cosmética portuguesa não seria a mesma sem estes rótulos, frutos da visão empreendedora de Achilles de Brito, o primeiro. Em 1918, criava a Ach. Brito, uma marca totalmente nacional. A seu favor tinha a experiência de trabalhar há 15 anos na Claus & Schweder, fábrica fundada pelos alemães Ferdinand Claus e Georges Schweder, em 1887. A Ach. Brito viria a marcar não só o Portugal do século XX, com produtos presentes nas casas de quase todas as famílias, mas sobretudo a história de uma família em particular, os Brito.

Hoje, Aquiles de Brito (já sem “ch” e só com um “l”), bisneto do fundador, dá continuidade ao negócio da família. A marca faz 100 anos, um século de altos — a consolidação da Ach. Brito como fenómeno de vendas durante o Estado Novo — e baixos — a chegada dos anos 90, altura da entrada das grandes cadeias de distribuição em Portugal e em que as grandes indústrias europeias relocalizam as suas produções na Ásia. Mas parece que os Brito deram a volta por cima. Atualmente, a fábrica situa-se em Vila do Conde, enquanto a marca reconquista terreno apelando à nostalgia. Para trás fica a história de quatro gerações e de quatro homens com o mesmo nome. A quinta geração já está garantida, resta saber se gostam tanto de sabonetes como os seus antepassados gostavam.

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