Luís Montenegro aproveitou o Congresso para definir a sua estratégia eleitoral. Rejeitando a imagem do PSD que Costa garante ter-lhe sido transmitida por uma “senhora da farmácia”, o líder da oposição aviou cinco receitas para conquistar o País. Uma delas é precisamente para resolver esse calcanhar de Aquiles eleitoral: a ideia de que um Governo PSD trará cortes e é uma ameaça para as pensões. Não só garante não ser, como promete aumentar o rendimento dos pensionistas.

Outra estratégia foi focar os ataques todos num único adversário: Pedro Nuno Santos. É ele que Luís Montenegro elege como uma espécie de príncipe de Belzebu que, com os amigos marxistas (a “cinderela Mariana [Mortágua] e o pró-Kremlin PCP), fará uma geringonça que deixará o país estagnado e empobrecido. Com isto, espera não só mobilizar a direita, como ir buscar votos ao centro do PS que teme o “lobo em pele de cordeiro” Pedro Nuno Santos.

Para explicar tudo isto, Montenegro puxou da notoriedade de barões e até foi ao baralho buscar a carta mais valiosa: Cavaco Silva. Um dia de Congresso deu para perceber como é que Luís Montenegro quer vencer o País com cinco receitas. Para as “senhoras da farmácia” e para todos os outros eleitores.

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