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José trabalha em Maputo e não sabe da filha de 14 anos, que vive na Beira. Manuel Augusto, natural de Moçambique, vive na Alemanha e conta ao Observador que também não sabe da família. O mesmo para o indiano Mehul Dangodra, que tem família na Beira e que tem procurado notícias através da embaixada — sem sucesso. Estes são apenas três casos que desesperam por não ter notícias dos familiares que vivem na segunda maior cidade de Moçambique, país atingido pelo ciclone Idai na quinta-feira à noite. Por esta altura é quase impossível contactar alguém na Beira, que, segundo dados da Cruz Vermelha, ficou 90% destruída.

Quatro dias depois de o ciclone ter atingido a região centro de Moçambique, segundo relatou ao Observador Ana Inilda, do Grupo de teatro do Oprimido, sediado no Hulene, Maputo, que está a centralizar apoios e donativos, a Beira continua “sem água, sem energia, sem rede de comunicações (só uma é que funciona mas falha muito)”. A situação, diz é “completamente caótica, de destruição absoluta”: “há escolas e faculdades destruídas, e no hospital a morgue não está a conseguir suportar o elevado número de mortos”, conta, a partir de Maputo, reproduzindo relatos que ouve da região.

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