Chega à hora marcada para a entrevista, mas nessa mesma altura uma forte ventania também pega de estaca no terraço do Observador e Maria Antónia Almeida Santos lá teve de esperar que se encontrasse um plano B. Vai fumando os seus cigarros eletrónicos, pacientemente, enquanto espera que tudo esteja a postos noutra zona do terraço. No fim falhou a polaroid, precisava de novas pilhas. Mais uma espera. “Espero que isto não queira dizer nada!”, graceja a porta-voz do PS que assumiu o cargo no congresso do partido do final de maio.

Um porta-voz tem voz própria? A socialista nem hesita: “Não, não tem”. O tom é comprometido, como aquele que usa quando admite que quando, em 2015, António Costa montou a “geringonça” não achou boa ideia. “Tenho de dar a mão à palmatória”, diz agora que se aproximam novas legislativas e que já não vê outra solução possível que não a repetição desta. Ainda que também assuma que “devem existir mais entendimentos com o PSD”. Até porque o partido rival mudou com a entrada de Rui Rio em quem Maria Antónia vê “uma pessoa que, de algum modo, veio virar uma página que nós combatemos” no PSD.

Para lá da política pura e dura, a socialista filha de António Almeida Santos também fala do “bocadinho limitador” que foi carregar o apelido que carrega. E da batalha que, como o pai, tem travado pela legalização das drogas e de como, nisso, pesou a morte de uma irmã. Também fala da infância “muito feliz” em Moçambique, e dos chás no Hotel Polana da sua mãe com a de Marcelo Rebelo de Sousa.

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