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O Lumen Hotel, em Lisboa, tem uma piscina vermelha no seu rooftop
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O Lumen Hotel, em Lisboa, tem uma piscina vermelha no seu rooftop

Manuel Manso

O Lumen Hotel, em Lisboa, tem uma piscina vermelha no seu rooftop

Manuel Manso

Videomapping, vinhas e piscinas invertidas. 13 novos hotéis em Lisboa e Porto para aproveitar os feriados

Apesar da pandemia, os hotéis não pararam de abrir portas. Em Lisboa e no Porto, sem ter de ir muito longe, sugerimos camas que cheiram a novo para uma escapadinha urbana.

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Os feriados são sempre uma boa desculpa para fazer aquilo que une duas margens: uma ponte. O feriado da Implantação da República, a 5 de outubro, está mesmo aí à porta e para muitos é uma bela forma de prolongar o verão outono adentro e fazer aquela escapadinha inocente sem ter que ir muito longe.

Apesar da crise pandémica ter arrombado o setor — a atividade hoteleira em 2020 perdeu mais de três mil milhões de euros em receitas, segundo dados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) — abriram mais de duas dezenas de hotéis em 2020 em todo o país e até 2023 preveem-se mais de 200 aberturas, apesar de não haver dados sobre o ano presente. No entanto, são números animadores, tanto para quem vive do meio como para quem usufrui dele e quer voltar ao rodopio das camas de hotel.

Trilhos, termas e paisagens naturais. 13 sugestões longe da praia e perto da natureza

Há sangue novo a correr nas veias de Lisboa e no Porto (e arredores) que ganharam novas unidades hoteleiras. E se já for muito em cima deste feriado, fique já de olho no 1 de novembro (segunda-feira) ou nos de 1 e 8 de dezembro (quartas-feiras) e pense bem nas férias ou folgas estratégicas.

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Lumen Hotel

Rua Sousa Martins, 20, Lisboa. 210 547 410/ info@lumenhotel.pt. A partir de 130 euros/noite

O nome não é por acaso: o elemento chave neste novíssimo hotel lisboeta é mesmo a tão aclamada luz da cidade, e esses jogos de luz e sombras veem-se em todos os recantos do Lumen — os cortinados recortados de burel são propositados. Projetado pelo arquiteto Diogo Valsassina, o edifício tem o seu quê de sobriedade, escondendo para quem olha de fora a dimensão que está para lá da fachada e o logradouro interior que é um refúgio face ao rebuliço do centro de negócios de Lisboa. Logo à partida, não há rececionistas, mas sim customer experience agent, a pessoa que recebe o hóspede de forma informal e personalizada para tentar analisar as suas necessidades na estadia. Os quartos são outra conversa — são 160 no total, divididos por deluxe (cinco  deles com a possibilidade de serem comunicantes), executivos, suites familiares, suites executivas e suites master. Todos eles têm uma parede envidraçada para deixar entrar a luz e outra que é espelhada e reflete o jogo degradé de cores das cabeceiras — cores que assumem os tons da luz ao longo das várias horas do dia. São elas a Golden Dawn, em tons amarelados do nascer do dia, a Copper Nightfall, em laranja e vermelho como as cores quentes do final de tarde e a Pure Light, em cinzentos que faz lembrar a chegada da noite. Para os fãs de uma noite de sono nas nuvens, as  camas são super king size e com um cuidado extra nos lençóis 100% algodão.

O videomapping começa todas as noites às 22h ©Manuel Manso

Manuel Manso

Integrado também no hotel e com porta para a rua está o restaurante Clorofila, onde são servidos os pequenos almoços, sendo que há buffet de almoços durante a semana, enquanto que aos jantares e fim de semana fica à la carte. Vale a pena provar o pica pau de atum, as pataniscas de amêijoa, o desfiado de pato confitado, bisque de lagostim ou o grande croquete de cordeiro com queijo de Nisa. E é precisamente durante o jantar que o hotel fecha os dias em chave d’ouro, isto porque às 22h de todos os dias da semana há um espetáculo de videomapping projetado nas paredes do logradouro, o Pátio Fotossíntese, e do edifício contíguo. O The Lisbon Light Show, que pode ser visto por pessoas que não estão hospedadas, dura 15 minutos e passa em revista a história da cidade com referências aos bairros lisboetas, à ponte, aos elétricos, aos azulejos ou às portas coloridas de Lisboa. O hotel dispõe ainda de um ginásio forrado a espelhos — da parede ao teto — e de uma piscina no seu rooftop, que chama a atenção pelos tons avermelhados dos azulejos, uma vez mais uma referência à temperatura da luz.

Epic Sana Marquês

Av. Fontes Pereira de Melo, 8, Lisboa. 212 468 688/reservations@sanahotels.com. A partir de 196 euros.

As cinco estrelinhas à porta anunciam ao que se vai. A obra é megalómana —  corresponde a um investimento de 48 milhões de euros — e responde ao conceito urban-luxury. Em plena Avenida Fontes Pereira de Melo, a nova unidade conta com 341 quartos, 38 suites e 542 camas. A luz natural é uma das mais valias de todo o hotel que a deixa entrar pelos quartos adentro. Se para dormir o espaço é vasto, para comer também não faltam opções, até porque o hotel tem três restaurantes distintos. O Allora é inspirado nas famosas trattorias italianas e conta com um bar de antipasti, um cocktail bar, um espaço de gelataria e sobremesas. O The Garden é o espaço mais informal, onde é servido o buffet de pequeno almoço, com opções de carta focadas na cozinha internacional. Por fim, o Koji traz o espírito da herança japonesa, num conceito de gastronomia nipónica aliado a um ambiente de bar de saké.

O hotel tem mais de 300 quartos e tem três restaurantes

©Epic Sana Marquês

O grande atrativo poderá estar no Sky Pool Lounge, um bar no rooftop do hotel no 13.º piso que é onde está também a piscina panorâmica com uma vista desafogada sobre Lisboa. Como já é habitual nas unidades Sana a vertente wellness continua a ser um dos focos e aqui nasce também o novo Sayanna, a marca de spa. Este espaço inclui três salas de tratamento privadas, uma suite dupla de spa, com jacuzzi e banho turco, e um ginásio com equipamento completo com p.rogramas de treino personalizado disponíveis em cada máquina.

São Vicente Alfama Hotel

Calçada São Vicente, 32-38, Lisboa. info.saovicente@triushotels.com/ 210 488 770.

É no histórico edifício onde dantes estava instalado o Instituto de Artes e Ofícios, da Fundação Ricardo Espírito Santo, que nasceu o São Vicente Alfama Hotel, uma unidade do grupo Trius que garantiu que a traça exterior do prédio seria recuperada e respeitada — e tal está à vista. Por dentro, a conversa é outra história e a elegância e delicadeza dos tons pastel fala por si. O hotel, que casa o passado e o futuro, tem apenas 22 quartos cuidadosamente decorados em nude e com apontamentos dourados, com focos de luz estrategicamente posicionados em cada espaço. O hotel tem ainda um restaurante mais dedicado aos petiscos e a um bom copo de vinho. O São Vicente – Alfama Hotel tem como “missão honrar e valorizar a conexão humana através da arte e da gastronomia, todas integradas numa abordagem única”, pode ler-se no site. Se essa abordagem passar por ficar hospedado num dos bairros mais típicos de Lisboa e não ser perturbado pela azáfama, então a missão está cumprida.

O hotel apostou nos tons nude e em focos de luz estratégicos ©São Vicente - Alfama Hotel

©São Vicente - Alfama Hotel

Valverde Hotel

Avenida da Liberdade, 164, Lisboa. 210 940 300. A partir de 260 euros/noite.

É um hotel, mas faz parecer uma casa de família, com as mesmas caras que há anos recebem quem por ali entra e que fazem do Valverde um hotel de cidade para quem cá vive e não só para quem lá dorme. Em plena Avenida da Liberdade, passou os últimos três anos num processo de ampliação, uma empreitada que se mostra ao público desde junho deste ano, quando reabriu. A ampliação, que resulta da união de dois edifícios adjacentes localizados na Rua de São José ao edifício original, esteve nas mãos de Diogo Rosa Lã e José Pedro Vieira da Bastir, o mesmo atelier que assegurou a arquitetura e design de interiores do primeiro projeto. Os novos edifícios albergam agora mais 26 novos quartos — que se juntam aos 25 originais (agora 22 depois das obras) — apresentando o mesmo ambiente marcado por paredes de cores profundas que contrastam com os tecidos claros. A mítica piscina, já capa de revista inúmeras vezes, mudou de sítio e subiu um piso — em vez de estar no pátio junto às mesas onde habitualmente era servido o brunch e os lanches da tarde está agora num patamar acima com vista para o dito arvoredo do jardim.

Uma das suites do hotel com vista para a cidade de Lisboa ©Valverde Hotel

Ao longo do hotel há também várias salas que se podem transformar em salas privadas — a Sala Cinema ficou intacta com a sua icónica biblioteca e será aqui possível ver um filme ou até beber chá com scones. Além de ter crescido para os lados, e ter visto o número de quartos ser aumentado, um dos destaques da nova vida do Valverde vai para o novo restaurante — com o mesmo nome do anterior — que abriu já na parte renovada do hotel, o Sítio, chefiado por Carla Sousa.

Four Points by Sheraton

Rua 4 de Maio, 50, Altinho de São João, Sesimbra. 21 051 8370. A partir de 75 euros.

É a primeira unidade Four Points no país e instalou-se no antigo edifício do Villas Sesimbra. A rosa dos ventos desenhada no fundo da piscina serve de inspiração à temática do hotel, que foi beber ao período de navegação e descobrimentos para inspirar a decoração. A unidade hoteleira tem 207 quartos e fica bem perto do coração do Parque Natural da Arrábida, o que é uma vantagem para quem gosta de explorar tanto as praias — se o tempo ajudar — como os trilhos ou as atividades aquáticas da zona. O hotel oferece transporte para a zona junto da praia de Sesimbra e para quem quer conhecer a zona mas com os olhos postos em terra, pode marcar um passeio de barco diretamente com os serviços de hotel.

A inspiração para a decoração foi a época das descobertas e da navegação ©Four Points Sesimbra/Facebook

©Four Points Sesimbra/Facebook

Smy Lisboa

Rua da Artilharia 1, 112, Lisboa. 21 248 4900/info.lisboa@smyhotels.com. A partir de 70 euros/noite.

Este foi mais uma passo na internacionalização da Smy Hotels que junta ao seu portfólio a primeira unidade em Portugal com a abertura da unidade em Lisboa, junto ao Parque Eduardo VII. Neste quatro estrelas, mais adequado a viagens de negócios ou estadias rápidas, existem 105 quartos — sete dos quais suites — com tudo a que têm direito. Além destas comodidades, o hotel tem um restaurante e dois bares, sendo que para aceder a um deles é preciso ir até ao terraço do edifício para além de uma bebida poder apreciar a vista. Para quem não dispensa a prática desportiva, o Smy Lisboa tem um pequeno ginásio.

Smy Lisboa

M.Ou.Co.

Rua de Frei Heitor Pinto 65, Porto. info@mouco.pt. A partir de 75 euros/noite

O Porto ficou M.Ou.Co. com a abertura deste novo espaço no Bonfim, um projeto cultural e hoteleiro que vem dar música à cidade. O conceito é peculiar, uma vez que todo o hotel e espaços que lhe são inerentes acabam a mergulhar na componente musical, neste que foi um investimento de oito milhões de euros. Com uma área total de 5.000 metros quadrados, o M.Ou.Co. integra 62 quartos, um restaurante, uma sala de espetáculos e uma musicoteca, o sítio mais especial deste empreendimento. Aqui, os hóspedes e visitantes têm a oportunidade de descobrir a coleção de discos de vinil e livros dedicados ao universo musical. O hotel, cujo lema é “Stay. Listen. Play.”, dispõe ainda de áreas exteriores de jardim, piscina, bar e esplanada. Para quem ficar instalado e quiser fazer as refeições por lá, o restaurante do M.Ou.Co. tem um menu executivo ao almoço e jantar à carta, com um menu também de refeições ligeiras, sempre com opções vegetarianas e vegan. A escolha dos materiais foi pensada para transparecer uma estética industrial, com betão, madeira, aço e tijolos. Os quartos têm apontamentos que não deixam ninguém esquecer-se de onde estão: sistemas de som especiais, gira-discos ou até guitarras na parede — coisa que os melómanos poderão achar agradável. A Sala M.Ou.Co., um espaço multifacetado, com palco flexível, com luz natural e acesso direto para o exterior, tem agenda cheia daqui para a frente, basta ir consultando os espetáculos que vão passar por lá.

Os quartos têm elementos que os ligam à música

Luis Ferraz

The Lodge Wine and Business Hotel

Rua de Serpa Pinto, 60, Vila Nova de Gaia, Porto. 220 157 540/ info@thelodgehotel.pt. A partir de 320 euros/noite.

Homenagear o Douro nunca é demais e as construções que se erguem em seu nome são a continuidade desse elogio — é o caso do The Lodge Wine and Business Hotel, construído sobre as caves de envelhecimento da Real Companhia Velha, em Vila Nova de Gaia. A elegância e os traços curvilíneos — a fazer lembrar os socalcos do Douro vinhateiro — marcam o espaço, decorado por Nini Andrade Silva e com o projeto de arquitetura do atelier ARQ2525, em tons de azul e âmbar, que remete para o terroir. Todos os detalhes e a ligação à produção vinícola estão lá — . quando se entra no hotel, ao fundo, há uma imponente escadaria escultoricamente projetada no interior de uma pipa de vinho, por exemplo. O edifício, de sete pisos, tem 119 quartos, dos quais nove são suites (duas delas signature suites com cerca de 350m2 cada). No topo do hotel há ainda uma piscina cuja água está a temperatura amena, portanto é daqueles refúgios que com uns graus jeitosos cá fora ainda se aproveita para mergulhos e para lavar as vistas.

The Lodge Wine and Business Hotel

Para comer no hotel, basta marcar mesa no restaurante Dona Maria — homenagem feita à Infante D. Maria — com foco na cozinha tradicional portuguesa, aproveitando os ingredientes orgânicos e sazonais trabalhados pelo chef Ricardo Simões. Vale a pena provar a chanfana a baixa temperatura, a cataplana de peixe e marisco, os croquetes de leitão ou a vitela com arroz de enchidos, tudo para acompanhar as mais de 300 referências de vinho. Há outras coisas que tornam a experiência única, com o Chá das Cinco, servido à tarde de quinta a domingo, ou os cocktails envelhecidos do The Lodge Bar que serve cocktails clássicos com 90 dias de envelhecimento em barricas de carvalho francês novas.

Casa da Companhia

Rua das Flores, 69, Porto. 2 976 10 20/ info@casadacompanhia.com. A partir de 115 euros por noite.

Assim que se abre o site do novo hotel do grupo Mercan, o hotel Casa da Companhia, o chamariz surge que nem um pop up: “Porquê reservar aqui?”. A resposta vem logo a seguir: uma bebida de boas-vindas, um upgrade de quarto sujeito à disponibilidade e uma massagem de 15 minutos gratuita no Spa. Mas isto é só o início da estadia neste novo hotel de cinco estrelas na Rua das Flores. Em pleno centro histórico e construído no edifício com mais de 300 anos, onde se localizava a Real Companhia Velha, este boutique hotel tem 40 quartos, sendo que dez deles são suites, e os hóspedes além de dormirem envoltos em história ainda podem ter vista para um dos monumentos da cidade, a Sé Catedral, se subirem ao piso da piscina exterior. Se o objetivo for mesmo relaxar, a Casa da Companhia dispõe de uma área wellness de 160 metros quadrados com piscina interior aquecida, ginásio, sala de tratamentos, sauna e banho turco. O hotel tem também um restaurante  — com um belo terraço interior — e bar com acesso direto para a Rua das Flores, cujo menu está centrado na gastronomia tradicional portuguesa.

Casa da Companhia

Gravity

Rua da Oliveiras, 48, Porto. 229766740/ reservation.gravity@chicandbasic.com. A partir de 81 euros/noite.

Uma estadia que virou tudo de pernas para o ar — pode ser vista assim a passagem pelo Gravity. O grupo chic&basic tem seis hotéis em Barcelona e desde julho que o Porto passou também a ser morada para este espaço que testa a gravidade, diga-se. O hotel tem 70 quartos, com suites e quartos familiares, todos minimalistas e com muita luz natural. No teto de cada quarto há um par de sapatilhas Sanjo, como se alguém tivesse andado de cabeça para baixo. São vários os elementos deixados como pista ao hóspede de que este hotel não é igual aos outros — das plantas invertidas às letras que voam, ou até mesmo a piscina dobrada, que é na verdade uma instalação do artista catalão Luis Vidal e que serve de cenário a belas fotografias. Isto para não falar nos espelhos à entrada do hotel que reduzem a silhueta de quem passa até ao infinito. Tudo é real, mas nem é tudo é o que parece.

Nada é o que realmente parece neste hotel ©Gravity hotel

Gravity hotel

Covelo The Original Rooms & Suites

Rua 31 de Janeiro, 109, Amarante. 916 060 041/ info@coveloamarante.com. A partir de 66 euros/noite.

O centro histórico de Amarante ganhou um novo hotel boutique com apenas sete quartos, todos diferentes, erguido pelas mãos de João Baptista e da sua mulher Laura Pinto, que pensaram o espaço e o conceito do início ao fim. O Fala Atelier assinou o projeto arquitetónico do espaço, que manteve a fachada antiga do seu exterior — os dois círculos de mármore rosa denunciam que ali mora algo diferente — e que todo o conceito oscila entre uma balança equilibrada de tradição e de vanguardismo. “Não estranhe se o convidarmos para se sentar connosco à lareira na companhia de uma garrafa de vinho verde. Faz parte da nossa maneira de ser”, pode ler-se no site, o que comprova o ambiente familiar e acolhedor que o casal quer transmitir no seu espaço. É como ficar hospedado em casa de família. Além da salinha com lareira, há um pátio com vistas para a cidade para encher os pulmões de ar, isto antes de se sentar à mesa da histórica Confeitaria Lai-Lai, conhecida pelos doces conventuais e onde é servido o pequeno almoço, em varanda sobre o rio Tâmega.  O alojamento está perto de tudo o que importa: doceiras, restaurantes típicos, tasquinhas e a poucos metros das atrações turísticas da cidade.

O pequeno almoço no Covelo The Original Rooms & Suites é servido na confeitaria típica

Vinha Boutique Hotel

Rua Quinta Fonte da Vinha, 383, Vila Nova de Gaia. 221 154 120/ geral@vinhaboutiquehotel.com. A partir de 250 euros/noite.

Vila Nova de Gaia está imparável ao nível das novidades, e todas elas valem uma escapadinha. Esta em concreto é uma dormida de cinco estrelas num novo hotel de charme abraçado pelo rio e bem encaixado nos socalcos. O Vinha Boutique Hotel nasce da reabilitação de uma antiga casa senhorial à qual se junta um novo edifício moderno que reinterpreta os socalcos elegantes das encostas do Douro vinhateiro. Há um detalhe que salta a vista na hora de escolher o quarto — são 38 no total, mas o hóspede pode escolher dormir num dos 19 que são decorados de forma temática orientada pela estética de grandes maisons da moda e do mundo do design de interiores como Ralph Lauren, Etro, Hermès ou Pierre Frey.

Vinha Boutique Hotel

A linguagem de interiores é clara e não deixa nenhum detalhe ao acaso, nem mesmo no restaurante de onde pende um grande candeladro de cristal que dá ambiente à sala. Para a mesa vão criações do chef Renato Cunha, “com uma narrativa muito focada no terroir da região do rio Douro” e grande foco no produto sazonal. O hotel fica a apenas 10 minutos do centro histórico do Porto, para escapadelas citadinas, mas a verdade é que a área circundante de 3,5 hectares de jardins e lagos não deixam margem para não ocupar o tempo livre neste retiro virado para o Douro. Ao refugiar-se nesta nova morada em Gaia, não dá para fugir do Spa Sisley Paris, o primeiro sob esta insígnia no norte do país, e que fica mesmo junto à oliveira centenária. Há massagens à la carte, mas também cuidados personalizados para quem o desejar, sendo que as instalações dispõem de piscina interior, banho turco, hamman, fonte de gelo e um estúdio de fitness.

Hilton Gaia

Rua Serpa Pinto, 124, Vila Nova de Gaia. 222449200. A partir de 118 euros.

Pode dormir numa cama onde já pernoitaram os jogadores da equipa do Liverpool — é o fun fact que temos logo à partida, uma vez que foi o plantel britânico que inaugurou as camas deste hotel. Depois do Hilton Vilamoura, chega a segunda unidade da cadeia hoteleira a Portugal, construída nos antigos armazéns de vinho do Porto da Gran Cruz. Os números do Hilton Porto Gaia são de valor: o hotel tem cinco estrelas, conta com oito pisos por onde se distribuem os seus 194 quartos. A complementar a oferta há um restaurante chefiado por Hugo Portela, com uma cozinha aberta para a sala de refeições, e dois bares. Um deles é contíguo ao restaurante e funciona todo o dia, o outro fica no terceiro piso e é um bar panorâmico, onde o atendimento é mais delicado e os produtos servidos são premium — é lá que acontece o tradicional Chá das 5. Um dos espaços mais cobiçados e em que a unidade quer apostar é no seu wellness center, um espaço de saúde e bem-estar com mais de mil metros quadrados que integra um conceito de Slow Beauty. Com isto quer dizer que há uma abordagem holística do corpo e mente, para que a pessoa possa realmente relaxar. A ampla zona de piscina interior também impressiona não só pela dimensão mas pela cor — os azulejos vermelhos da piscina dão nas vistas e criam um ambiente profundo e de relaxamento.

A zona da receção e o espaço wellness com a piscina interior © Nick Bayntun / Hilton Hotels & Resorts

© Nick Bayntun / Hilton Hotels & Resorts

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