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O ataque chegou, rápido e preciso, numa das primeiras madrugadas do novo ano. Os EUA extraíram Nicolás Maduro do poder na Venezuela e preparam-se agora para extrair algo muito maior e mais valioso. O controlo do petróleo da Venezuela pelos EUA seria sempre apontado pelos críticos da administração Trump como o verdadeiro motivo do ataque, disfarçado pelo combate ao narcotráfico ou a defesa da democracia. Mas Trump não se preocupou com disfarces. Assumiu-o com todas as letras logo no dia da operação especial que cortou as raízes do regime de Maduro. O petróleo da Venezuela agora pertence à América (com condições). |
A sede norte-americana pelas reservas do rio Orinoco e do lago Maracaibo explica-se em números: 300 mil milhões de barris . A Venezuela tem as maiores reservas do mundo de ouro negro. Mas está longe de ser um dos maiores produtores mundiais. Um aparente contrassenso que a Ana Suspiro descodifica. A origem do problema é múltipla e complexa, resolvê-lo acarreta riscos e a solução não será barata nem rápida. Muito menos se espera que beneficie, como prometeu Trump, o povo da Venezuela. O ataque dos EUA à Venezuela (e as ameaças à Gronelândia) contaminou toda a atualidade mediática, incluindo a campanha para as presidenciais. Só as pizzarias que ficam perto do Pentágono é que não foram apanhadas de surpresa. |
Garantias há muitas, incumprimentos só um |
Começaram a ser concedidas há um ano e são, na visão do Governo (e dos bancos) um “sucesso”. As garantias públicas para a compra de casa para jovens até aos 35 anos chegaram a 23 mil jovens até novembro, sobretudo no interior do país. Desde então, já houve alguns clientes em apuros para pagar as prestações, segundo revelaram os bancos ao Observador. Mas apenas num caso foi necessário ativar a garantia do Estado. Aconteceu na Caixa Geral de Depósitos e o valor do reembolso foi de 25 mil euros. |
As medidas do Governo para a habitação estão longe de estancar as dificuldades dos portugueses no acesso a uma casa. A OCDE deu algumas ideias, como o agravamento dos impostos para casas vazias. Esta sexta-feira, é debatida e votada no parlamento mais uma leva de propostas do Governo para a habitação, como a redução de IRS em rendas até 2.300 euros e a redução do IVA para a construção. Segundo adiantou o ministro das Finanças no parlamento, o pacote deverá ter um impacto orçamental de 200 a 300 milhões de euros. |
Como vai girar a roda dos milhões das tecnológicas? |
Em 2025 abriu-se a torneira dos milhões. Em 2026, os investidores querem ver, literalmente, quanto vale a Inteligência Artificial (IA). Neste especial da Cátia Rocha (sem recurso a IA), espreitamos o que reserva o novo ano para a Apple, Google, Meta, Microsoft e Nvidia, e ainda para OpenAI, convidada de honra para a constelação das big tech, tendo em conta o peso que conquistou no processo revolucionário em curso no mundo tecnológico. Irá a Apple estrear-se nos telemóveis dobráveis? E os armazéns da Amazon vão substituir as pessoas por robôs? Por trás de tudo isto, e à medida que a IA se entranha nas nossas vidas, como é que as big tech vão enfrentar a crescente pressão dos reguladores? Tantas perguntas e o ano ainda agora começou. |

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A EMPRESA |
A empresa desta semana é uma repetente nesta coluna. A Oeno, a corretora britânica de vinhos de luxo que colapsou sem deixar rasto no final de dezembro, deixou milhares de lesados sem saber o que aconteceu ao dinheiro que investiram. Algumas centenas de investidores são portugueses. O Observador falou com “João”, que confiou alguns milhares de euros à corretora, e que agora nem sabe a quem se dirigir para tentar descobrir se restou alguma coisa. A administração da Oeno diz que a empresa está em processo de aquisição por parte de uma gestora de ativos, sobre a qual se sabe muito pouco. A justiça pode ser o próximo passo. |
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