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O discurso sobre a felicidade “invade-nos”. Por todos os lados. Parece fácil. Ser barato. E dar milhões. Qualquer coisa simples, até, de conseguir. Tais os smiles com que convivemos… em todas as caixas registradoras (!). “Amem-se uns aos outros” deu lugar a “Sê feliz!” Vivemos num mundo que parece organizado para não sentirmos. E para não pensarmos. Que, ao mesmo tempo, nos exige uma espécie de felicidade forçada. Onde o princípio do prazer manda mais do que devia.

E, depois, há o discurso público sobre o tempo que as pessoas não têm. O excesso de peso e a obesidade na informação que ingerem mas não digerem. O modo impulsivo como transformam o contraditório dos pontos de vista em delitos de opinião. Os mínimos pretextos que encontram para o fel e para um certo hooliganismo digital. A agitação em que elas vivem. Muito mais porque se foge de pensar do que da forma como se trabalha em exagero. E, há, ainda, os défices de atenção das pessoas quando lêem mas não interpretam. E uma espécie de epidemia atípica de vaidade que faz com que a palavra de ordem seja: “Sê quem não és!”, acompanhado duma pitada de  “Sorria. Está a ser filmado! “. Podem a agitação e o fel, a vaidade e o ser-se quem se não é tornarem-nos competentes para a felicidade? Não!

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