Política

Já há um “bloco central”: entre Marcelo e Costa /premium

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António Costa necessitou desde 2015, e continuará a precisar, de um atestado de moderação. Foi o que o Presidente da República lhe deu, e continuará a dar, pelo menos até ao fim do seu mandato em 2021

1. Há quem se interrogue se Rui Rio quer fazer uma coligação com o PS, e o próprio por vezes parece querer um entendimento com os socialistas. Para que serve um entendimento político entre o PS e o PSD? Pode servir, em primeiro lugar, para ajudar o país a lidar com uma crise grave. Portugal, neste momento, não enfrenta qualquer crise.

O bloco central também pode ser necessário para reformas que exijam, por exemplo, uma revisão constitucional. O PS não quer fazer reformas e muito menos revisões constitucionais. Os socialistas querem manter as coisas como estão. As reformas necessárias, sobretudo as impopulares, que as façam o PSD e o CDS.

Por fim, um bloco central, ou um entendimento parlamentar entre o PS e o PSD, pode servir para construir uma maioria que sustente o governo. Mas Costa já tem uma maioria parlamentar. Se não conquistar uma maioria absoluta em Outubro, a prioridade será continuar aliado à extrema esquerda. Um governo socialista assente numa coligação com o PSD enfrentaria uma oposição mais dura e radical do que enfrenta a aliança das esquerdas. Costa não parece ser um político que procure problemas. Pelo contrário, tudo faz para os evitar. Um entendimento com o PSD, mesmo o de Rio, só lhe causaria confusões e sarilhos.

A frente das esquerdas só causa um problema sério a Costa: há o risco de colocar os socialistas numa posição demasiado radical, com custos ao centro. Por isso, necessitou desde 2015, e continuará a precisar, de um atestado de moderação. Foi o que o Presidente da República lhe deu, e continuará a dar, pelo menos até ao fim do seu mandato em 2021. O “óptimo entendimento” entre Belém e São Bento legitimou a geringonça. Ora, Rui Rio nunca poderá dar a Costa, em termos de legitimidade política, o que Marcelo dá.

O entendimento entre Marcelo e Costa dispensa o apoio de Rio a um futuro governo socialista. Será que Rui Rio não entende a natureza da relação política entre Marcelo e Costa? Em linguagem acessível a Rio, é fácil de explicar: os poderes máximos da Corte de Lisboa não precisam do apoio de um político do Norte. Para Costa e Marcelo a principal qualidade de Rio é não ser Passos Coelho. Mais do que isso, dispensam.

Por fim, o apoio de Marcelo ao governo de Costa não afetará a sua reeleição. O Presidente da República só tem que garantir que não aparece um candidato forte no espaço da direita. Enquanto a sua popularidade continuar alta, ninguém à direita pensará em Belém. A reeleição de Marcelo será um passeio, com muitos beijos, muita dança e selfies para todos os gostos. É isto que a maioria dos portugueses gosta. Porque nos havemos de maçar?

2. De cada vez que se fala no Novo Banco, já sabemos que Miguel Sousa Tavares e Pedro Marques Lopes vão aparecer a atacar o anterior governo. Para estes grandes defensores de Salgado e de Sócrates, só Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque é que devem um pedido de desculpas aos portugueses. Nunca os vi escreverem que Sócrates e Salgado talvez devessem também pedir desculpa aos portugueses. Segundo estas duas mentes lúcidas, Salgado fez um trabalho óptimo à frente do BES e Sócrates foi um grande PM. Passos Coelho foi obviamente o culpado da falência do BES e de Portugal.

MST e PML gostavam mesmo era do Portugal de Sócrates e de Salgado. Ainda não conseguiram perceber como acabou esse Portugal. E já lá vão oito anos. Obviamente, nunca conseguirão entender.

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PS

O PS é viciado em fake news /premium

João Marques de Almeida
1.620

Os antigos amigos e antigos camaradas de Sócrates que hoje nos governam andam agora muito preocupados com as fake news, quando o actual PS não perdeu os velhos hábitos de ser económico com a verdade. 

PSD

Não são de direita, não têm o nosso voto /premium

João Marques de Almeida
1.582

Se Rangel e Rio não são de direita, então os eleitores de direita não devem votar neles. Votem no CDS, na Aliança ou na Iniciativa Liberal. Reduzidos aos eleitores de esquerda, verão o que lhes sucede

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