Esta crónica estava planeada como a segunda da série “Livros para férias”. Mas os melhores planos racionalistas  são frequentemente surpreendidos pela alegria imprevisível da vida real — um ponto que os dogmatismos de esquerda e de direita têm dificuldade em compreender.

Neste caso, o meu plano racionalista de uma segunda crónica sobre “Livros para férias” foi alegremente surpreendido pela publicação da revista semanal britânica “The Spectator” — comemorando o seu 190º aniversário. O aniversário é certamente digno de nota. Parece que é a mais antiga publicação semanal no mundo ocidental (com especial licença do nosso terceiro-mundismo politicamente correcto, talvez mesmo de todo o mundo). Mas, para além disso, esta edição da revista também é digna de nota.

A capa é, desde logo, imbatível. Um cartoon super-divertido com os principais líderes da presente conjuntura britânica, euro-americana e mundial. A seguir à capa, o Editorial é também imbatível. Não seria possível resumi-lo aqui. Mas não resisto a dizer que associa a defesa de uma disposição conservadora com o sentido de humor e de moderação.

Por essa via, recusa as  dicotomias tribais que estão a ser alimentada pela chamadas redes sociais. Sustenta a necessidade de abertura para escutar os sentimentos dos eleitores — designadamente no que respeita aos seus sentimentos de identidade nacional, cristã e ocidental. E defende “a velha tradição britânica de robusta mas amigável discordância”.

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