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No último discurso como secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa sabe que os próximos tempos vão ser difíceis para o partido, mas deixa a promessa.
O vento está duro e muito forte. Fustiga-nos o rosto, mas nunca hão de ver o vento apanhar-nos de costas, porque estaremos sempre virados para a frente.
O PCP não vai ceder, diz o líder comunista, que tem também um alvo bem definido: o PS e o governo de António Costa.
Com a obtenção de uma maioria absoluta pelo PS, alcançado na base de uma operação de chantagem e mistificação. Se alguém tinha dúvidas dos verdadeiros objetivos dessa operação, que tinha muito de maquiavélica pelo cálculo e o sofisma que a transportava, a realidade aí está a comprová-lo.
Jerónimo de Sousa continua nas críticas ao governo, desde a privatização da TAP aos recentes aumentos das pensões.
Comprovam o embuste dos aumentos das reformas e pensões, que nem sequer repõem o poder de compra perdido em 2022, ao mesmo tempo que projeta degradar as pensões futuras.
O líder do PCP sublinha também aquele que tem sido um dos calcanhares de Aquiles do partido, que tem seguido isolado na posição sobre a guerra na Ucrânia. Jerónimo de Sousa fala em política de confrontação e aponta o dedo aos Estados Unidos e à NATO.
É urgente a exigência do fim da instigação na guerra na Ucrânia por parte dos Estados Unidos, da NATO e da União Europeia, e a abertura para vias de negociação com os demais intervenientes, nomeadamente a Federação Russa, visando uma solução política para o conflito.
Jerónimo de Sousa na despedida da liderança do PCP, 18 anos depois, a pasta é passada a outras mãos. Será Paulo Raimundo à frente dos destinos do Partido Comunista Português já a partir deste fim de semana.