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Carlos Reis, enquanto professor, investigador da Universidade de Coimbra, também estudioso de Eça de Queiroz, o Supremo Tribunal Administrativo deliberou que Eça de Queiroz pode seguir para o Panteão. Perguntava-lhe que análise faz a essa decisão?

Nenhuma análise especial. É uma decisão esperada, relativamente óbvia, assunto encerrado.

É tudo o que tem a dizer desta decisão?

Sim, quem sou eu para comentar uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo, que está fundada em decisões anteriores e numa resolução da Assembleia da República. Julgo que é tudo claríssimo, já estava claro, agora fica irrevogável.

Fica clara a posição, já que o acórdão também é claro na sua perspectiva. Aliás, não há, para si, uma perspectiva, é claro.

É claro, eu não conheço o acórdão, evidentemente. Sei apenas que foi uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo, por unanimidade, e é bom pensar nisto, e que face a isto, não percebo porque é que se pode fazer um problema a partir daqui. Já não havia problema no início, menos agora. A decisão do Supremo Tribunal Administrativo era esperada, funda-se numa decisão anterior de outra instância e consagra uma resolução da Assembleia da República conseguida, tanto quanto me lembro, por unanimidade. Nada mais claro do que isto.