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Skate sobre carris, o novo desporto nacional?

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Ricardo Marques inventou uma tábua de skate que se encaixa nos carris de elétricos. Com essa invenção talvez tenha tornado Portugal num paraíso para os skaters. O Observador falou com ele.

Com este sistema, skates e carris de elétrico tornam-se aliados inseparáveis.

DR

As pedras da calçada e os carris de elétrico são inimigos conhecidos dos skaters. Mas agora podem ser aliados. Pelo menos para os Cobblestone Riders, um movimento criado a partir de uma ideia da agência de publicidade FCB Lisboa para a Fuel TV que pôs o skater e engenheiro Ricardo Marques a criar uma tábua inovadora que se encaixa nos carris de elétrico de todo o mundo. O vídeo de apresentação, produzido pela Bro Cinema e publicado a 28 de abril, já acumulou mais de um milhão e duzentas mil visualizações no Facebook.

Ricardo explica ao Observador a simplicidade deste sistema: “Trata-se de uma tábua de skate com 120 x 31cm, duas rodas de mountainboard e uma roda na frente desenvolvida com o propósito de encaixar nos carris de elétricos de todo mundo.” Ou seja, aqui a ideia será mesmo aproveitar os percursos definidos pelas linhas de elétricos. Como diz o criador: ” Aqui o caminho a manter já está definido, é só manter o equilíbrio e desfrutar da descarga de adrenalina.”

Uma questão pertinente será a travagem, tendo em conta as descidas íngremes de certos percursos — como os dos elevadores da Bica ou da Glória em Lisboa, por exemplo. Mas nesse campo tudo depende da coragem do skater. “Desenvolvemos os skates com e sem travões. O sistema é muito eficiente, cabe a cada um a decisão de querer ou não usar. Estamos a falar de um desporto radical, e portanto o risco, o medo e adrenalina estão sempre presentes, eu prefiro sem travões”, afirma Ricardo.

No vídeo de promoção vê-se a tábua a ser utilizada em Lisboa e Porto mas não só. Os responsáveis enviaram alguns protótipos para skaters noutras paragens, casos de Barcelona, Rio de Janeiro ou São Francisco. “Para nos certificarmos de que este seria um projeto replicável, e que teria aceitação do público, enviámos protótipos para cidades estratégicas e desafiámos alguns locais a experimentarem. No final o feedback foi incrível”, conta Ricardo Marques.

A tábua desenvolvida por Ricardo Marques já chegou a cidades como Rio de Janeiro ou São Francisco. Com ótimo feedback, segundo o criador. (foto: DR)

A comercialização destas tábuas ainda não é certa. E muito menos o preço. “O potencial do negócio depende da procura”, justifica o primeiro dos Cobblestone Riders. Mas se se justificar “haverá oferta”, promete. Quando? “É difícil adiantar uma data, estamos a falar de protótipos que teriam de ser optimizados, não só o skate em si como todo o processo produtivo. Estamos a desenvolver um estudo de viabilidade. E mais uma vez dependerá fortemente da procura.” Aguardemos.

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