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Turismo

Turistas ficam mais tempo e gastam mais dinheiro no Norte

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Os turistas que visitaram o Porto e Norte entre outubro e março passados ficaram por mais tempo e gastaram mais dinheiro em termos homólogos. Média é de sete noites e 967 euros, revela um estudo.

JOSÉ COELHO/LUSA

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  • Agência Lusa

Os turistas que visitaram o Porto e Norte entre outubro e março passados ficaram por mais tempo e gastaram mais dinheiro em termos homólogos, permanecendo quase sete noites e despendendo em média 967 euros, revela um estudo esta sexta-feira.

Elaborado pelo IPDT — Instituto de Turismo, em parceria com o Turismo do Porto e Norte de Portugal (PNP) e o Aeroporto do Porto, o “Perfil dos Turistas do Porto e Norte de Portugal” durante o inverno IATA 2016-2017 reporta um aumento de 222 euros no consumo médio por estada face ao mesmo período de 2015/16, altura em que a estada média se situou em seis noites.

Entre outubro e março assistiu-se também a um aumento de cinco euros no consumo médio por pessoa e por noite, para 79 euros.

A escolha da região do Porto e Norte em detrimento de outros destinos deveu-se “principalmente à presença de familiares/amigos, à gastronomia e vinhos, à sua localização e beleza natural e à cultura e património”, surgindo “num segundo patamar” aspetos como o clima, o preço, a hospitalidade e a existência de voos baratos.

Os principais mercados emissores de turistas para a região foram França, Espanha e Suíça, ocupando os mercados francês e suíço “uma especial relevância” no segmento dos turistas em visita a familiares e amigos e surgindo, “com menor destaque”, a Alemanha, o Reino Unido e a Holanda.

A Ryanair e a TAP foram as companhias aéreas mais utilizadas pelos turistas que chegaram à região, seguindo-se a Easyjet e a Transavia, “que ganham cada vez mais representatividade no mercado”.

“Denota-se uma preferência pelas companhias low cost por parte dos segmentos em turismo e pelas companhias de bandeira no caso dos turistas em negócios”, lê-se no trabalho, segundo o qual o custo médio dos voos por pessoa rondou os 194 euros, sendo mais elevado para o segmento em negócios.

O estudo indica ainda que seis em cada dez turistas que chegaram ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro pernoitaram no Grande Porto, zona onde se concentraram os turistas em negócios ou em lazer/férias, enquanto os turistas em visita a familiares/amigos ficaram, na sua maioria, alojados em locais fora do Grande Porto.

Dos que permaneceram nesta zona, 45% ficaram instalados em hotéis, enquanto o que ficaram no Norte de Portugal pernoitaram na casa de familiares e amigos (53%) ou em habitação própria (46%).

A maioria dos turistas do PNP eram repetentes na visita, com cerca de 69% a afirmar já ter estado na região, nomeadamente os que se encontravam em visita a familiares/amigos, que declararam quase na totalidade (93%) que esta não era a sua primeira vinda ao destino. Já cerca de 39% dos turistas em negócios e 53% dos que estavam em lazer/férias afirmaram nunca ter visitado a região.

Entre todas as atividades praticadas pelos turistas na visita ao Porto e Norte, mais de 70% dos inquiridos apontaram a gastronomia como estando “no topo das preferências”, mais 5% do que no período homólogo anterior, um crescimento que o presidente do IPDT considera “muito interessante” e demonstrativo da “importância económica deste produto para a região”.

“É por isso importante não perder a autenticidade e continuar a apostar na gastronomia local de qualidade, que é um dos atributos mais genuínos do Porto e Norte”, sustenta António Jorge Costa.

No que se refere ao índice de satisfação com a visita ao Porto e Norte, situou-se nos 6,38 pontos, numa escala de um a sete pontos, enquanto a intenção de recomendar superou este valor, fixando-se nos 6,48 pontos.

O rio Douro, a ribeira e a zona histórica do Porto foram os locais que os inquiridos afirmaram mais ter gostado de visitar, tendo ainda merecido algum destaque a gastronomia e vinhos, o vinho do Porto e as caves.

Do perfil realizado aos turistas que visitaram o Porto e Norte resultou ainda que 56% tinham entre 19 e 40 anos, apresentavam um rendimento médio mensal de 3.300 euros e eram, na maioria, casados, embora a percentagem de solteiros a visitar a região neste período tenha atingido os 37%.

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