António Costa

António Costa: É preciso “reconstruir uma economia com base na floresta”

233

Primeiro-ministro afirmou que o país não pode só ouvir falar de floresta quando se chega ao verão e começam os incêndios e que deve ser encarada como uma oportunidade para criar valor.

O primeiro-ministro falava na inauguração do BLC3, campus de tecnologia e inovação de Oliveira do Hospital

PAULO NOVAIS/LUSA

O primeiro-ministro, António Costa, realçou este sábado que o país não pode só ouvir falar de floresta quando se chega ao verão e começam os incêndios, sublinhando que esta tem de ser encarada como uma oportunidade.

“O país só ouve falar de floresta quando chegamos ao verão e começam os incêndios. A floresta não é um problema. A floresta tem de ser uma oportunidade de criação de valor”, disse o primeiro-ministro, que falava na inauguração do BLC3, campus de tecnologia e inovação de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, que se foca na conversão de mato inculto e resíduos agroflorestais em substitutos de petróleo.

Para o líder do Governo, “há que reconstruir uma economia com base na floresta”. Se hoje a população já não usa “os gravetos”, pequenos pedaços de madeira das matas para cozinhar, há que encontrar “novas formas de aproveitar” esses gravetos, “toda essa biomassa”, notou.

Exemplo disso é o BLC3, que trabalha em desenvolvimento de tecnologia que possa transformar a biomassa “em combustível”, apontou António Costa. Essa transformação “permite dar um novo valor económico”, ao mesmo tempo que assegura a limpeza das florestas e poupa “ao país muito dinheiro”, que gasta na importação de combustível, vincou o primeiro-ministro.

É um excelente exemplo de como podemos casar tudo: investimento com conhecimento, a valorização desse conhecimento do ponto de vista económico – desenvolvendo o que está por desenvolver – e ainda conseguir com isto um melhor equilíbrio energético” e tornar o país “menos dependente da importação de combustível fóssil, afirmou.

Durante o discurso na cerimónia de inauguração, António Costa voltou a repetir várias das ideias que já tinha espelhado em Góis e Tábua, falando da necessidade de emprego qualificado, da importância do investimento em infraestruturas rodoviárias e da necessidade de uma economia forte.

Também neste discurso, e pela terceira vez hoje, António Costa pediu emprestadas as palavras ditas por Jorge Sampaio em 2003, na cerimónia do 25 de Abril, realçando que também o BLC3 é uma prova de que “há bastante mais vida para além do orçamento”.

“Em vez de dizermos para [os jovens] irem para fora procurar o vosso futuro, é essencial criar condições para ficarem e construírem o vosso futuro, o nosso futuro, o futuro do país aqui, em Portugal”, frisou, considerando que tal “é possível e é possível em territórios que podiam ser considerados mais frágeis”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
António Costa

Um homem, de facto, muito perigoso

Paulo Tunhas
715

Há uma explicação para o grotesco. Costa ocupa simultaneamente dois cargos. Primeiro, é sócio-gerente da empresa Geringonça. Depois, é primeiro-ministro de Portugal. A ordem aqui não é arbitrária.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site