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Cruzeiros

Novo terminal de cruzeiros de Lisboa pronto este verão apesar de atrasos na obra

A ministra do Mar reiterou que o novo terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, Lisboa, vai estar a funcionar durante "este verão", apesar dos sucessivos atrasos na obra.

O cais do novo terminal terá 1.490 metros quadrados e a infraestrutura permite o interface de 360 veículos ligeiros e 80 autocarros ou táxis turísticos

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

A ministra do Mar reiterou esta quarta-feira que o novo terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, Lisboa, vai estar a funcionar durante “este verão”, apesar dos sucessivos atrasos na obra devido às condições meteorológicas e ao tipo de construção.

Em março, Ana Paula Vitorino apontou a entrada em funcionamento do terminal para “o mais tardar em maio”. A 15 de maio, em declarações à agência Lusa, a governante justificara este atraso com as condições climatéricas adversas que se sentiram em Lisboa, estimando então que a obra terminasse em junho e prevendo a inauguração da infraestrutura “este verão”.

Questionada, esta quarta-feira, pelos jornalistas durante uma visita à futura gare de cruzeiros em Santa Apolónia, a ministra assumiu que a obra não estará concluída em junho, mas manteve o objetivo “de ter o terminal a começar a funcionar neste Verão”, sem, no entanto, concretizar uma data.

Ana Paula Vitorino justificou este atraso com os materiais utilizados e o tipo de construção.

“Julgo que o rigor que está a ser aplicado nesta obra faz com que seja necessário um pouco mais de tempo do que estava previsto. Mas é por boas razões, porque, efetivamente, estão a ser aplicados, não só materiais, como a ser utilizados métodos construtivos, um pouco diferentes e inovadores (como o betão com cortiça), que exigem um pouco mais de tempo”, explicou a governante, indicando que o mau tempo foi outro dos fatores que também atrasou o andamento da empreitada.

A ministra frisou, contudo, que o mais importante não é ter uma data em concreto para a inauguração da infraestrutura, mas antes o que a mesma representa para Lisboa e para o país.

É mais importante ter um novo edifício, uma nova funcionalidade que irá melhorar bastante, não só a qualidade de vida, como a economia da cidade, da região e do país”, disse a ministra.

Ana Paula Vitorino explicou que o terminal permitirá receber mais cruzeiros, mais passageiros, com melhores condições, além de possibilitar que Lisboa receba outro tipo de cruzeiros, operações ‘turnaround’ (onde decorre embarque e/ou desembarque de passageiros), “que permitirão deixar mais-valia na cidade” e “potenciar o turismo noutras áreas de Portugal”.

O futuro terminal de cruzeiros tem a expectativa de tráfego, a curto médio prazo, de 800.000 passageiros/ano e uma capacidade limite de 1,8 milhões de pessoas.

“Quer dizer que teremos uma infraestrutura que ainda dará para alguns anos e para acolher o crescimento que esperamos que exista, quer do Governo, quer do Porto de Lisboa, quer da concessionária e de toda a equipa que projetou e que está a construir este edifício”, vincou a ministra do Mar.

Ana Paula Vitorino disse que o novo terminal de cruzeiros de Lisboa é “um elemento emblemático”, não só para a cidade, mas também para a economia do mar e do turismo de cruzeiro.

“É uma área que está a ter crescimentos imensos. O movimento de maio deste ano cresceu vinte e sete por cento relativamente ao período homólogo do ano passado. Não esperamos que se mantenham estas taxas de crescimento para sempre, mas isto diz-nos que temos muita margem de crescimento e que esse potencial de crescimento se está a concretizar”, defendeu a governante.

A nova gare/terminal de cruzeiros em Santa Apolónia será um edifício com 13.800 metros quadrados, com capacidade para 800 mil passageiros ano, o que representa um aumento de 300 mil face aos números atuais.

O cais do novo terminal terá 1.490 metros quadrados e a infraestrutura permite o interface de 360 veículos ligeiros e 80 autocarros ou táxis turísticos. Com um investimento privado de 22,7 milhões de euros, são esperados efeitos diretos, indiretos e induzidos na economia de mais de 100 milhões de euros até 2020.

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