Diplomacia

Brasil e China assinam 14 acordos, incluindo infraestruturas e linha de crédito

Brasil e China assinaram 14 acordos de cooperação, incluindo a abertura de uma linha de crédito de três mil milhões de dólares, no arranque da visita de Michel Temer à China.

O montante global dos acordos não foi anunciado

Lintao Zhang / POOL/EPA

Brasil e China assinaram esta sexta-feira 14 acordos de cooperação, incluindo a abertura de uma linha de crédito de três mil milhões de dólares, no arranque da visita do Presidente brasileiro, Michel Temer, ao país asiático.

Na sua segunda deslocação à China desde que ascendeu ao poder, o Presidente do Brasil veio à procura de investidores chineses para o mais ambicioso projeto de privatizações do país em 20 anos, que inclui portos, estradas e aeroportos.

Temer foi recebido pelo seu homólogo chinês, Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo, no centro de Pequim, depois de uma cerimónia de boas vindas com guarda de honra, salvas de canhão e o hino nacional dos dois países tocado por uma banda militar.

Três dezenas de crianças, agitando ramos de flores, saudaram os dois presidentes.

Os dois líderes presidiram à assinatura de 14 acordos, com destaque para uma futura linha de crédito de 3.000 milhões de dólares (2.524 milhões euros), assinada entre o Banco de Desenvolvimento da China e o seu homólogo brasileiro, o BNDES.

Os acordos preveem ainda a construção de infraestruturas no Brasil por empresas chinesas, como a construção da linha ferroviária que ligará o leste e o oeste do país, através da Amazónia, e tem merecido críticas de organizações ambientais, ou a rede de transmissão de energia em alta tensão entre Xingu, no estado de Mato Grosso, e o Rio de Janeiro, pela State Grid, a acionista chinesa da REN.

Foi ainda acordada a construção de um terminal no Porto de São Luís, pela China Communication and Construction, no valor de 589 milhões de euros.

Os acordos abrangem ainda coprodução cinematográfica, futebol e facilitação de vistos para negócios.

O montante global dos acordos não foi anunciado, mas fontes diplomáticas brasileiras avançaram aos jornalistas que este pode ascender a 10.000 milhões de dólares (8.421 milhões de euros).

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