Incêndios

Perto de 3.000 bombeiros combatem fogos em todo o país. Um morto em Oleiros

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Pampilhosa da Serra e Arganil, Gondomar e Valongo, e Mortágua são os casos mais preocupantes. Em Oleiros, um funcionário da câmara morreu quando manobrava uma máquina de rasto.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Perto de três mil bombeiros estão na noite deste sábado envolvidos no combate às chamas em todo o país, com 76 incêndios ativos, dos quais 23 ainda por dominar (dados do site da Proteção Civil às 22h). Três casos preocupam particularmente as autoridades pela força das chamas:

  • Um incêndio que deflagrou na noite de sexta para sábado e que afeta os concelhos de Pampilhosa da Serra e Arganil, distrito de Coimbra, onde já foi inclusivamente necessário evacuar duas povoações;
  • Um outro fogo que deflagrou perto das 11h da manhã em Valongo, e que alastrou ao concelho vizinho de Gondomar (Porto), colocando em risco habitações e a zona industrial de Mimosa, mas que acalmou ao fim do dia;
  • E ainda um fogo no concelho de Mortágua (Viseu), que dada a sua dimensão está já a ser combatido por perto de três centenas de bombeiros.

A notícia mais trágica da noite chegou de Oleiros (Castelo Branco), onde um funcionário da autarquia morreu esta noite ao operar uma máquina de rasto durante incêndio de média dimensão já em fase de resolução. A notícia foi avançada pela TVI, que detalhou que o homem manobrava a máquina quando esta tombou, deixando o funcionário encarcerado e gravemente ferido, não tendo resistido.

Duas aldeias evacuadas por precaução e estradas cortadas em Pampilhosa da Serra e Arganil

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, dirigiu-se a Pampilhosa da Serra para acompanhar de perto o combate às chamas num dos incêndios mais preocupantes e considerou que os incêndios florestais das últimas horas têm “mão criminosa”, reconhecendo contudo que não tem “forma de provar” o que diz.

“É a vontade de fazer arder que continua a imperar e a criar esta instabilidade no País e nas pessoas”, afirmou Jorge Gomes. “Isto é algo de anormal, não só pelo tempo”, mas também porque muitos destes incêndios “começaram à noite“, acrescentou o governante.

Valongo e Gondomar: incêndio está ativo mas “ligeiramente mais calmo”

O incêndio teve início esta manhã no concelho de Valongo e alastrou ao vizinho de Gondomar “continua ativo mas ligeiramente mais calmo e já sem risco para habitações ou fábricas”, indicou à Agência Lusa fonte dos bombeiros locais.

Em causa um incêndio que deflagrou cerca das 11h00 na Serra de Santa Justa, Valongo, e que alastrou a São Pedro da Cova, Gondomar, tendo cerca das 16h00 estado perto de algumas habitações e da zona industrial Mimosas. Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de São Pedro da Cova, Romero Gandra, disse que o incêndio continua com duas frentes ativas mas a situação está “ligeiramente mais calma”.

Incêndio em Gondomar ameaça casas e zona industrial da Mimosa

“A acalmia do vento é benéfica e contamos com o arrefecimento noturno. Uma das frentes, a mais pequena, encaminha-se para junto de casas mas temos meios posicionados para evitar o risco”, disse o comandante. Esta tarde, cercas das 17h00, o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, também garantiu ter preparados “eventuais planos de evacuação”.

“Esperemos que seja a última hipótese, mas a ser necessário, a câmara tem um plano preparado e assegurará o que for necessário”, disse o autarca de Gondomar. No terreno estão 182 homens, auxiliados por 52 viaturas. Este incêndio chegou a mobilizar dois meios aéreos que entretanto já não estão no terreno.

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