Celebridades

Hillary Clinton condena Harvey Weinstein, produtor acusado de assédio sexual

Agora foi a vez de Hillary Clinton apontar o dedo a Weinstein e condenar as revelações feitas nos últimos dias. O produtor norte-americano chegou a doar milhões ao Partido Democrata.

O escândalo em torno do produtor Harvey Weinstein, acusado de três décadas de assédio e chantagem sexual, está a ganhar proporções dantescas. Agora, depois de as atrizes Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow o terem acusado de assédio sexual, é a vez de Hillary Clinton apontar o dedo ao produtor que já conquistou um óscar.

“Fiquei chocada e consternada com as revelações feitas sobre Harvey Weinstein”, disse Clinton esta terça-feira através do seu porta-voz, Nick Merrill. “O comportamento descrito pelas mulheres que se chegaram à frente não pode ser tolerado. A sua coragem e o apoio de terceiros é crítico para ajudar a parar este tipo de comportamento”, continuou, naquele que é o primeiro comentário público da ex-candidata presidencial democrata desde que o escândalo rebentou há cinco dias.

Escândalo sexual em Hollywood. Atrizes unem-se contra Harvey Weinstein

A CNN recorda que o produtor agora caído em desgraça há muito que contribui com doações a favor do Partido Democrático — fundos que estão associados às campanhas políticas do partido. Apesar de Hillary não ter feito qualquer referência ao dinheiro doado, já muitos democratas repudiaram Weinstein e chegaram, inclusive, a enviar doações feitas pelo cineasta a instituições de caridade. Entre 1990 e 2016, Weinstein angariou cerca de 1,5 milhões de dólares (mais de um milhão de euros).

De referir ainda que, também de acordo com a CNN, o casal Clinton chegou a arrendar uma casa vizinha à de Weinstein, nos Hamptons, e que o produtor serviu de intermediário entre Hillary e as muitas estrelas de Hollywood que participaram na campanha presidencial de 2016.

Harvey Weinstein, produtor de filmes como “Shakespeare in Love”, “O Discurso do Rei” ou “O Paciente Inglês”, está a ser acusado de assédio e chantagem sexual depois de o New York Times ter revelado o caso. O cineasta terá, inclusive, chegado a acordos com oito mulheres ao longo dos anos, para que estas não tornassem a situação pública. Na sequência do escândalo, Weinstein foi forçado, no passado domingo, a abandonar a empresa de cinema independente que fundou.

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