Angola

Investigado caso de homem que morreu à porta de hospital em Luanda sem assistência

Uma equipa da Inspeção-Geral da Saúde angolana está a investigar as circunstâncias em terá morrido um homem, de 31 anos, à porta do hospital do Kapalanga, por alegada falta de assistência.

A denúncia para o caso foi esta quarta-feira feita por familiares da vítima

Manuel Almeida/LUSA

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  • Agência Lusa
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Uma equipa da Inspeção-Geral da Saúde angolana está a investigar as circunstâncias em terá morrido um homem, de 31 anos, à porta do hospital do Kapalanga, no município de Viana, arredores de Luanda, por alegada falta de assistência.

A denúncia para o caso foi esta quarta-feira feita por familiares da vítima, que sofreu um acidente à entrada da zona do Zango, em Viana, na madrugada de domingo, tendo sido inicialmente levado para um hospital municipal daquela área.

Maria Luísa Martins, mãe da vítima, relatou à rádio pública angolana, que do hospital municipal do Zango o filho foi transferido para o hospital do Kapalanga, mas chegados àquela unidade sanitária não havia maca para retirar o acidentado do carro que o socorreu.

Segundo contou ainda Maria Luísa Martins, faltou igualmente combustível para a ambulância que deveria transferir o filho dali para outro hospital, havendo necessidade de se realizar uma contribuição entre os familiares para se abastecer a viatura.

A mãe da vítima disse que o filho acabou por morrer sem ter recebido qualquer assistência do hospital.

No decorrer desta manhã, após a denúncia, vários ouvintes ligaram à rádio Luanda para denunciar casos similares ocorridos naquela mesma unidade hospitalar.

Sobre o caso, a diretora provincial de Saúde de Luanda, Rosa Bessa, informou que a equipa de inspeção provincial e geral de saúde esteve toda a manhã de hoje a trabalhar para apurar os factos, salientando que ouviram a direção do hospital e o pessoal em serviço naquele dia, incluindo o motorista.

O que podemos adiantar, é que o jovem teve um capotamento e o foi assistido pela equipa em serviço nesse dia, nós vamos concluir o relatório preliminar e voltaremos com outros dados”, disse.

Rosa Bessa frisou que está a ser feito o trabalho e “certamente se assim se impuser poderão ser responsabilizadas as pessoas”.

Isto está no âmbito de um inquérito, vamos ter em consideração todas as preocupações apresentadas e vamos depois nos pronunciar. Tudo passa pela conclusão desta denúncia que nos chegou e concluiremos com todo o zelo e dedicação, que assim impõe, a situação é realmente de lamentar”, acrescentou.

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