A Organização Mundial de Saúde (OMS) contou 21 mortos e detetou 44 novos casos de infeção com o vírus Ébola nos últimos dias, indicando esta sexta feira em Genebra que a epidemia continua a avançar de forma preocupante.

Em comunicado, a OMS aponta a Serra Leoa, com 32 novos casos e 15 mortes, e a Libéria, com 11 casos e quatro mortes, como as situações mais preocupantes, indicando ainda que detetou um novo caso e duas mortes na Guiné-Conacri.

No total, estes três países atualmente afetados pelo surto de Ébola contabilizam 888 casos e registaram-se 539 mortes.

O assessor da OMS Dan Epstein disse à Lusa que “os doentes que procurarem cuidados numa clínica ainda têm uma possibilidade de sobreviver”, apesar de não haver vacina ou cura.

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Geralmente, os serviços de saúde tratam os sintomas, como a febre, as dores e a desidratação e colocam os pacientes em isolamento visto a rapidez de propagação do ébola.

O vírus ébola é transmitido pelo contacto direto com o sangue, fluidos corporais como o suor, tecidos infetados, e através do consumo de carne de animais selvagens.

O assessor da OMS destacou ainda o problema dos ritos funerários que implicam pessoas falecidas com ébola.

Estes ritos comportam grandes riscos de contaminação para os familiares que mantêm um contacto muito próximo com o corpo., indicou

A OMS suspeita que o epicentro da Epidemia se encontra na Guiné-Conacri, na zona de Gueckedou, que faz fronteira com a Libéria e a Serra Leoa, dado que os primeiros casos aconteceram naquela região.

Para limitar a propagação da epidemia, um centro de coordenação abriu em Guiné-Conacri, conforme se decidiu na recente reunião ministerial de urgência em Accra, Senegal.